Centenário da Banda Euterpe Cachoeirense

sob a visão torpe da revista O CRUZEIRO em 1956

No momento em que Cachoeira do Campo comemora o sesquicentenário da Banda Euterpe Cachoeirense, ou seja, o seu 150º aniversário, é importante que voltemos nossa memória à celebração do seu centenário há cinqüenta anos. Foi momento muito aguardado, preparado com carinho, pois, banda de música permanecer de pé por cem anos, neste país, é algo digno de nota. Além da efeméride em si, o fato de ter reunidas outras cinco corporações musicais, além das duas locais, era algo inédito em Cachoeira do Campo. Todas as atenções se voltaram para cá, e até famosa O CRUZEIRO, "maior revista da América Latina", enviou seu não menos famoso fotógrafo Eugênio Silva a acompanhar o repórter José Franco. Críamos que seria trabalho sério, que mostrasse a face real da banda de música, mas aqueles profissionais e a empresa para a qual trabalhavam só tinham olhos para detalhes pequenos, destoantes do verdadeiro significado daquele momento, desprezando a grandiosidade da obra. Eles passaram por Cachoeira do Campo uma semana antes, visitaram as duas bandas durante ensaios, e voltaram no dia das comemorações. A revista não publicou uma foto sequer das bandas perfiladas, organizadas, uniformizadas e reunidas na praça. Não emitiu uma nota (sem trocadilho) sobre o espetáculo musical produzido! Partiu para a ridicularização, o deboche, entremeados de mentiras! Pois bem, cinqüenta anos se passaram e todas as bandas participantes daquele evento estão de pé. São elas: Sociedade Musical Senhor Bom Jesus de Matosinhos/Ouro Preto; Sociedade Musical Santa Cecília/Conselheiro Lafaiete;Corporação Musical Santa Cecília/Itabirito; Corporação Musical Nossa Senhora da Conceição/Belo Horizonte; Sociedade Musical União XV de Novembro/Mariana; Sociedade Musical União Social/Cachoeira do Campo; e, é claro, a Banda Euterpe Cachoeirense. E a aniversariante daquele longínquo 1956, novamente mobiliza outras corporações musicais em torno de si, para celebrar mais cinqüenta anos de história.

O idealizador e responsável por este "site" participou daquele evento na condição integrante da S.M. União Social e por isso sabe como dói ver a soma de esforços de tantos na comunidade ser alvo de chacotas. Disponibilizam-se, no virtual, as páginas daquela edição com dois propósitos: mostrar à atualidade o que a imprensa não deve fazer em relação às melhores realizações da comunidade e chamar a atenção da sociedade para o significado da instituição banda de música, cuja existência se deve ao fato de reunir grande potencial humano, nem sempre reconhecido. E o 150º aniversário da Banda Euterpe Cachoeirense é a prova eloqüente do poder de realização de cidadãos, mesmo os mais simples, quando reunidos e movidos por idealismo, companheirismo e solidariedade. Quanto à O CRUZEIRO, dita então "a maior revista da América Latina", desapareceu na voragem do tempo, levando consigo toda sua presunção, preconceito e vontade de depreciar realizações alheias.

Na medida do possível  estas páginas foram construídas, repetindo  a mesma diagramação da reportagem escrita. A qualidade das fotos (escaneadas) não pode ser melhor devido ao "peso" que retarda em muito a abertura das páginas.

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