Alguns comentários sobre detalhes nas fotos

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Foto nº 1 - De todas é a que se apresenta em piores condições. Contudo, não se observam nelas grandes diferenças em relação ao que a Praça Tiradentes é hoje. Observa-se, à direita, que o passeio não se estendia num só plano, pois continha degraus de espaço em espaço.

Foto nº 2 - Embora não acompanhasse o estilo dos demais prédios, o Fórum, antes de ser destruído pelo incêndio de 1949, era bem mais simpático que o "caixote" construído em seu lugar. Note-se que o piso da praça era mais alto. O passeio só se mostra à frente da Câmara Municipal. Parece que os telhados àquela época eram mais bem conservados.

Foto nº 3- Nesta foto dá para perceber com mais nitidez, à esquerda, o passeio escalonado. Na esquina com a Rua das Flores, onde se ergue o sobrado do Bradesco, havia uma casa baixa. Parece que o ponto de venda de doces e frutas na esquina da Praça Tiradentes com a Rua Direita é bem mais antigo do que se pensa. Repare nas mulheres, no cantinho de baixo da foto.

Foto nº 4 - Por esta foto percebe-se que havia um vazio muito grande  no Fundo de Ouro Preto, hoje mais conhecido bairro do Pilar. Como ainda não havia a estação ferroviária e nem o Parque Metalúrgico, não haviam sido abertas as ruas Diogo de Vasconcelos e Pacífico Homem. O Morro da Forca aparece incólume, sem o corte que deu origem à Pacífico Homem. O circo nas imediações da igreja do Pilar confirma a denominação popular para a região onde hoje é a Praça Barão do Rio Branco

Foto nº 5 - A foto nos dá impressão de precariedade da infra-estrutura da cidade. O calçamento no final da atual Rua Getúlio Vargas parece muito pobre. E repare na área contígua aos fundos da igreja do Rosário. A Travessa Domingos Vidal era apenas um caminho. Em lugar do paredão que sustenta a Rua Gabriel Passos o barranco, na foto, parece ameaçar as casas do outro lado daquela Rua. O casarão, hoje o hotel Solar do Rosário, ainda não existia. Detalhe curioso é quanto à igreja de São Francisco de Paula: não se vê a escadaria. As estátuas de faiança, há pouco tempo retiradas, também não são vistas. Talvez ainda não existissem porque não havia a escadaria. Entretanto no lugar da escada há sinais de obra, terra revolvida, assim como na ladeira abaixo.

Foto nº 6 - Mais uma vez, o bairro do Pilar aparece. As duas únicas ruas eram a Antônio de Albuquerque e a Conselheiro Santana. Repare no detalhe atrás da matriz do Pilar. Na passagem atrás da igreja, ligando a Praça Américo Lopes com o início da Rua Diogo de Vasconcelos, um muro forçava quem descia a se desviar para a esquerda. Fazendo ângulo com o mesmo muro e bem atrás da igreja vê-se algo que parece chafariz. E na Praça Américo Lopes há o vão do chafariz (hoje danificado caminhão desgovernado).

Foto nº 7 - A Rua das Flores tinha poucas construções e interessante que, na esquina com a Praça Reinaldo Alves de Brito (Praça do Cinema) onde até pouco foi agência bancária, havia uma aparente ruína. No outro extremo, esquina com a Praça Tiradentes, havia um casa baixa. O prédio onde hoje está instalada a E.E. D. Pedro II  parece que estava em obras.

Foto nº 8 - O detalhe mais curioso nesta foto é a torre isolada ao lado da igreja-matriz de Nossa Senhora da Conceição. Ela está situada no centro de um vão, entre as casas, que se prolonga em declive semelhante a um tobogã. Consultada a direção do Museu da Inconfidência sobre esse detalhe, Suely Maria Perucci Esteves, chefe da seção de Difusão do Acervo, Documentação e Pesquisa, informou que o vão é onde se situa a Casa Paroquial de Nossa Senhora da Conceição. A Suely Perucci diz ter ouvido dizer que aquele espaço era ocupado por um cemitério, mas nunca viu documento comprobatório. Entretanto, segundo a mesma fonte, pessoas já informaram ter encontrado ossos humanos no local. A torre, que continha um sino, era parte do conjunto do cemitério.

 

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DOM BOSCO

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