| OURO PRETO
PERDE MAIS UMA RELÍQUIA ARQUITETÔNICA
Por volta das 18 horas de hoje
(14.04.03), um grande incêndio reduziu a cinzas o que talvez tenha sido o
mais belo casarão da Praça Tiradentes. Ocupava a esquina da Praça com a
Rua Cláudio Manoel (Rua do Ouvidor), e nele funcionou o Hotel Pilão e
restaurante do mesmo nome, da família Fortes. Dizem as primeiras
notícias que a guarnição local do Corpo de Bombeiros não foi
suficiente para dar combate ao fogo, sendo necessário o deslocamento de
guarnições vizinhas (voluntárias/de Mariana e Itabirito) além de
Bombeiros de Belo Horizonte. O sobrado havia sido vendido há pouco tempo
e nele seria instalado um hotel. Várias lojas ali localizadas tiveram
perda total. O perigo de o fogo se espalhar para outros prédios foi
vencido pelos bombeiros e voluntários que se uniram no trabalho de
preservação, quando se percebeu não mais o que fazer quanto ao casarão
do Pilão. Separado por um beco de pouco mais de dois metros de largura, o
casarão tinha como vizinho, do lado de cima, o prédio da Câmara
Municipal de Ouro Preto. Logo acima deste, na Praça Tiradentes, situa-se
a Casa da Baronesa, onde está instalado o escritório do local do IPHAN.
O fogo só foi completamente dominado depois das 21 horas.
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As fotos
desta página são de autoria de Labybe Maria, do jornal O
LIBERAL (Ouro Preto), que estava a cobrir a sessão semanal da
Câmara Municipal, quando teve início o incêndio

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Os primeiros externos do
fogo surgiram na última janela da
sobreloja, na Rua do Ouvidor. Os bombeiros chegaram e deram início ao
trabalho de apagar o incêndio em seu início. Como se vê na foto ao
lado, o jato de água extinguiu aquele foco |
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Logo a seguir, o foco
surgiu na grade na varanda do pavimento acima e os bombeiros o apagaram.
Entretanto, como se pode ver pela foto ao lado, o foco no interior do
sobrado já devia ser incontrolável. |

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No momento seguinte, as
labaredas se mostraram na janela do do último pavimento e explodiram no
telhado |
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As três últimas fotos
mostram como foi rápida a evolução do sinistro. Depois de alcançado o
telhado, percebeu-se que nada mais salvaria o sobrado. Veja na foto ao
lado a intensidade das chamas através da única porta aberta |

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Por estas três ultimas
vê-se quando o telhado ruiu e as paredes começaram a desintegrar-se |
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Consumou-se assim a
irreparável perda do antigo sobrado do Pilão.
Veja
fotos do dia seguinte e texto sobre o acontecimento
Um
ano depois...
A
reconstrução
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