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4º Encontro de Bandas (de Música) de Itabirito
Por iniciativa do vereador Ivacy Simões, a
Prefeitura Municipal de Itabirito promoveu o 4º Encontro de Bandas de
Itabirito, na manhã do dia 8 de dezembro/2002. Cabe primeiramente
explicar a razão do parêntese acima, uma vez que no título do evento a
expressão "de Música" ficou de fora. Até há alguns anos,
"banda" era a designação dada às tradicionais corporações,
dispensando-se o complemento "de música" porque todos entendiam
do que se tratava. Entretanto, o termo foi matreiramente
"roubado" e dado a quaisquer outros grupos musicais cujas
características em tudo diferem das antigas banda de música. Isso faz
parte da campanha subliminar que procura ridicularizar as bandas como algo
ultrapassado e destituído de valor cultural. É preciso destruir a escola
nacional de música, para que o lixo musical sem mercado em seus países
de origem encontrem mercado aqui. E a escola de música por excelência,
que propicia o aprendizado da arte ao maior número de brasileiros, é a
banda de música. Por isso, há jornalistas mal formados e informados que,
referindo-se a uma dupla constituída de violão e pandeiro mal
"cavacados", a denomina "banda," enquanto à
corporação devidamente organizada de vinte, trinta, quarenta ou mais
músicos sobra o pejorativo 'bandinha". O encontro realizado em
Itabirito foi proveitoso e menos cansativo porque reuniu um número menor
de corporações, tendo comparecido sete das oito convidadas: as duas
locais Corporação Musical União Itabiritense e Corporação Musical Santa
Cecília; as duas de Passagem de Mariana, Sociedade Musical Musical Santa
Cecília e Sociedade Musical São Sebastião: a Sociedade Musical Santa
Cecília, do distrito de Rodrigo Silva/Ouro Preto; do distrito de
Cachoeira do Campo/Ouro Preto compareceu a Sociedade Musical União
Social; e da cidade de São Brás do Suaçuí, veio a União Musical Santa
Cecília. Mais uma vez, pelas apresentações de cada participante
pôde-se comprovar a evolução qualitativa de nossas bandas de música,
com repertório mais variado, bons arranjos e execução mais aprimorada.
Outro detalhe que joga por terra o argumento segundo o qual "os
jovens não querem saber de estudar música", para justificar o
descaso que já levou muitas bandas ao desaparecimento: as bandas
participantes são constituídas, em sua maioria, por jovens entre 13 e 20
anos. O ponto negativo do encontro realizado em Itabirito foi o local
escolhido. Deveria ter sido realizado em local com sombra, a Praça São
Sebastião, por exemplo, que é arborizada e por isso ajudaria a suportar
melhor o forte sol.
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Sob a regência do
maestro Lúcio Vicente, a C.S.M. União Itabiritense abriu as
apresentações das bandas participantes |

Ao contrário do que
acontecia até há pouco tempo, as bandas se tornam mistas. Muitas
jovens quebram a secular hegemonia masculina nas bandas de música |
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A velha guarda recebe
os jovens e lhes dá o suporte necessário para que estes assumam as
responsabilidades
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Outra diferença
notada nas bandas é quanto ao instrumental. A maioria dos
instrumentistas porta instrumentos novos ou relativamente novos |
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A Corporação
Musical Santa Cecília (Itabirito) foi a segunda a se apresentar.
Destacou-se com repertório de bom gosto |

Ela também é membro
do clube das centenárias que engloba outras bandas da região como
a Santa Cecília/Rodrigo Silva; Santa Cecília/Passagem de Mariana;
a União XV de Novembro/Mariana; e as quase sesquicentenárias
"Euterpe Cachoeirense" e "União Social" de
Cachoeirea do Campo |
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Na S.M. Santa
Cecília/Rodrigo Silva os instrumentos de palheta estão sob
domínio das mulheres |

Os metais ficam com
os rapazes, na maioria jovens como as primeiras |
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A S.M. São
Sebastião.. |

...e a S. M.
Santa Cecília, ambas de Passagem de Mariana, no momento em que
chegavam ao local do encontro |
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Também ela conta com
o talento de muitos jovens recém-ingressos em suas fileiras |

Uma vez que o
fotógrafo é também instrumentista da S.M. União Social/Cachoeira
do Campo, o jeito foi fotografá-la enquanto ainda se preparava para
a apresentação.

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A União Musical Santa
Cecília/São Brás do Suaçuí deu seu recado musical com muita
classe. O arranjo da música "Esperança" (da novela),
feito pelo seu regente o maestro Altamiro agradou em cheio. |

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O público queria
ouvir as bandas, mas gostaria de estar na sombra. |

Enquanto deu, os mais
precavidos aproveitaram a sobra do beiral. Depois... |
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Ressalte-se aqui que não
houve o famigerado "bandão", tão usual em outros
encontros, e que se constitui em agressão à individualidade
das bandas e ao trabalho dos mestres e músicos. Só serve para
depreciá-las. Quem gosta de "bandão" não gosta de banda
de música! O café servido à chegada das bandas e o almoço ao
término do evento foram também uma prova de respeito aos músicos.
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