Abaixo os partidos
políticos
Há três meses, desde o
flagrante da propina recebida por aquele funcionário dos Correios,
corrupção tem sido o tema principal do noticiário em todas as
mídias, em qualquer reunião de pessoas, e até no anedotário cuja
produção ascendeu a números nunca antes alcançados. Atingida a
classe política, direta ou indiretamente, pela ação nefasta de
corruptos e corruptores que se valem de legítimos anseios da
sociedade, para locupletar-se ou viabilizar projetos espúrios, a
nação se sente violentada. Nunca, em momentos dos mais difíceis da
história, se imaginou que um grupo de pessoas pudesse fazer tanto
mal, sobretudo se considerados os fortes indícios de que, por trás
da movimentação ilegal de dinheiro, o mesmo grupo trabalhava pela
implantação de um regime totalitário. Maus brasileiros à sombra de
partido, dito de objetivos sociais, valiam-se da fragilidade da
nossa democracia para aniquilá-la de vez! Com o dinheiro amealhado,
ainda não se sabe de quem, comprava-se a consciência dos que
deveriam votar, enquanto se pudesse votar! Felizmente, ainda não é o
fim da linha para a democracia no Brasil, se toda a sociedade se
mobilizar para realizar mudanças nos meios de se fazer Política.
Que a grave crise, sem
precedentes, sirva de alerta quanto à falácia do sistema partidário
por meio do qual funciona este regime, dito democrático, mas
verdadeiramente concentrado nas cúpulas dos partidos, que se unem em
conchavos para enganar o povo, explorá-lo, perenizar a mentira e,
consequentemente, a miséria. Vivemos, sim, sob uma ditadura de
partidos, diga-se, de cúpulas partidárias! Que das trevas causadas
por esta "cleptocracia" montada sobre as últimas esperanças do
eleitorado - depositadas nas urnas em 2002 - surja uma luz a mostrar
novo caminho, nova maneira de se fazer política, sem os grilhões
representados por meia dúzia de autodenominados salvadores da pátria
em cada agremiação disputante do poder. Não pode ser democracia o
regime que obriga o cidadão a votar sob ameaças; também não merece o
adjetivo democrático, o regime que, para ser votado, impõe ao
cidadão a condição de filiado a uma das agremiações com as quais
seus ideais políticos não se afinam. Partidos políticos são apenas
trampolins, usados convenientemente para a conquista do poder
almejado, sem a mínima consideração para com as necessidades
coletivas. Não representam nada do ideal político possivelmente
alimentado pelo cidadão, sendo a militância de cada agremiação
apenas uma claque destinada a fazer coro aos que ditam a linha ser
seguida, praticamente sem discussão.
Quanto à corrupção,
praticada pela cúpula do PT, é apenas a gota d´água suja que,
acrescentada à imundície acumulada, faz derramar o lodaçal! O maior
estrago causado pelos petistas encastelados no poder não foi a
corrupção, pois da existência desta a nação tinha consciência. O
estrago real é a desilusão. E maior estrago ainda haveria, se os
mentores do projeto conseguissem sua realização, ou seja, a
implantação de regime contrário à mais destacada vocação brasileira:
a liberdade.
Que desta crise se levante
uma nação mais forte, consciente de que a sociedade organizada pode
e é capaz de conduzir a política, sem intermediação partidária. A
experiência ainda não foi feita em qualquer parte do mundo, mas tudo
tem o primeiro passo e a primeira vez. É a vez de a sociedade fazer
valer seus direitos e tomar as rédeas de seu próprio destino,
baseada unicamente no bem-estar de toda a nação, sem a interferência
de doutrinas de grupos.
Não será fácil porque os
políticos profissionais não chutarão o tamborete onde se apóiam,
tendo a corda enlaçada ao pescoço! Partidos políticos já fizeram mal
demais à humanidade. Abaixo os partidos políticos!