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ABAIXO OS PARTIDOS POLÍTICOS
Que a
grave crise política, sem precedentes, sirva de alerta quanto à
falácia do sistema partidário por meio do qual funciona este regime,
dito democrático, mas verdadeiramente concentrado nas cúpulas dos
partidos, que se unem em conchavos para enganar o povo, explorá-lo,
perenizar a mentira e, consequentemente, a miséria. Vivemos, sim,
sob uma ditadura de partidos, diga-se, de cúpulas partidárias!
Que das
trevas causadas por esta "cleptocracia" montada sobre as últimas
esperanças do povo brasileiro - depositadas nas urnas em 2002 -
surja uma luz a mostrar novo caminho, nova maneira de se fazer
política, sem os grilhões representados por meia dúzia de
auto-denominados salvadores da pátria em cada agremiação disputante
do poder.
Não pode
ser democracia o regime que obriga o cidadão a votar sob ameaças;
também não merece o adjetivo democrático, o regime que, para ser
votado, impõe ao cidadão a condição de filiado a uma das agremiações
com as quais seus ideais políticos não se afinam. Partidos políticos
são apenas trampolins, usados convenientemente para a conquista do
almejado, sem a mínima consideração para com as necessidades
coletivas.
O PT
é apenas a gota d´água suja que, acrescentada à imundície acumulada,
faz derramar o lodaçal! O maior estrago causado pelos petistas
encastelados no poder não foi a corrupção, pois da existência desta
a nação tinha consciência. O estrago real é a desilusão.
Que desta
crise se levante uma nação mais forte, consciente de que a sociedade
organizada - da pequena associação de bairro ao conselho de notáveis
- pode e é capaz de conduzir a política, sem intermediação
partidária. A experiência ainda não foi feita em qualquer parte do
mundo, mas tudo tem o primeiro passo e a primeira vez.
E não será
fácil porque os políticos profissionais não chutarão o tamborete
onde se apóiam, tendo a corda enlaçada ao pescoço! Abaixo os
partidos políticos!
escrito e
publicado na manhã de12.08.05
Nylton Gomes Batista
Cachoeira do Campo/Ouro Preto-MG
nbatista@uai.com.br
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para ler opinião semelhante
Reflexão para se iniciar aos primeiros minutos
de 2006 e se prolongar até as eleições de outubro
VOTO ZERO
Mudanças, de qualquer
espécie, não precisam de data especial para ser empreendidas.
Entretanto, as pessoas fixam o primeiro dia do ano como ocasião
propícia para tomadas de posição, mudanças no comportamento, adoção
de novos hábitos, enfim, para tomadas de novos rumos na vida. Bem
que a nação brasileira poderia aproveitar a ocasião para iniciar a
busca de novos modos de fazer e gerir a Política, considerando que o
sistema vigente "já deu o que tinha de dar" e pouco proveito o povo
teve daquilo que ele (o sistema) produziu.
A verdadeira democracia
só existiria num sistema político, destituído de partidos, do qual
todo cidadão pudesse participar por meio da discussão e do voto,
tendo como baliza unicamente a sua consciência cidadã. Obrigado a
votar em candidatos pré-escolhidos pelas cúpulas partidárias, e para
ser votado, obrigado também a se filiar a uma facção política, cuja
filosofia nem sempre se harmoniza com a sua, o cidadão é, na
verdade, joguete nas mãos dos políticos profissionais.
Devidamente organizada a
sociedade tem condições de, ela própria, sem intermediários, assumir
a condução da Política, cujo único propósito deve ser a promoção do
desenvolvimento e do bem-estar de toda a coletividade, sem
corporativismos e privilégios de qualquer espécie.
Os sucessivos escândalos
de 2005 e suas conseqüências, nas quais se incluem tendência de
minimização dos crimes e impunidade dos envolvidos, saturaram a
capacidade de tolerância do povo, fazendo despertar sentimento de
desconfiança e repulsa com relação ao sistema político-partidário.
Mas se quer, como há muito quer mudanças, o povo não tem como
fazê-las, pois o próprio sistema se protege, não permitindo
alterações para o bem do país e, ao mesmo tempo, contrárias aos
interesses partidários. É ingenuidade crer que tais mudanças venham
a ser feitas pelos políticos.
Contudo, há como
pressionar democraticamente - ou seja, por meio das urnas - e
iniciar movimento pacífico em direção às mudanças desejadas. O ano
que se inicia tem em seu bojo eleições nos níveis estadual e
federal, para eleger deputados estaduais, governadores, deputados
federais, senadores e presidente da República. Por essa eleição, o
eleitorado pode manifestar sua indignação e reprovação ao sistema
que aí está. É só optar pelo VOTO ZERO. VOTO ZERO não é deixar de
votar. Pelo contrário, todo eleitor deve comparecer e teclar somente
ZEROS em lugar do número do candidato. Assim registrará VOTO NULO.
E, de acordo com a Lei
Eleitoral, se mais da metade do eleitorado optar pelo VOTO ZERO,
nova eleição deverá ser convocada. Ao mesmo tempo, a sociedade deve
analisar sua capacidade de fazer, ela própria, o que os políticos
deveriam fazer e não fazem: a verdadeira Política. Dirão que em
parte alguma a Política é praticada sem partidos, o que é verdade,
mas isso não quer dizer que não possa ser feita sem eles. O que não
pode é a grande nação brasileira continuar nas mãos de uma minoria
inconseqüente, responsável por todo nosso atraso e miséria.
Que seja o Brasil o
primeiro país a dispensar partidos políticos da gerência da coisa
pública. Partidos políticos já fizeram mal demais à humanidade! VOTO
ZERO neles!
escrito e
publicado à noite de 31.12.05
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