CRIADA A ASSOCIAÇÃO DAS BANDAS DE MÚSICA DO

MUNICÍPIO DE OURO PRETO

ABAMMOP

 

A diretoria posou para a foto históricaFinalmente criada a entidade que tem por finalidade a valorização das bandas de música no município de Ouro Preto, bem como representá-las e defendê-las junto ao poder público, lutar por seu aprimoramento e demonstrar sua capacidade como meio de promoção social e humana, além de células da arte musical. Desde há muito se sentia a necessidade de reunir as corporações musicais por meio de uma entidade representativa, e, isso começou a tomar sentido no momento em que suas diretorias passaram a reunir-se periodicamente, sob a coordenação da musicóloga Mary Ângela Biason, que teve a iniciativa promover o Festival Ouropretano de Bandas de Música. O contato mais direto dos diretores de bandas, para a realização das três primeiras edições do Festival, fez amadurecer a idéia. Em junho de 2004, de maneira formal com apresentação de modelo de estatuto, o tema foi discutido pela primeira vez. E desde então, praticamente todos os meses representantes das corporações musicais se reuniram para discutir a formação da ABAMMOP. A Assembléia Geral, na qual nasceu a Associação foi realizada dia 6 de abril/2005, na sede da Sociedade Musical Senhor Bom Jesus de Matosinhos, uma das associadas. Participaram da Assembléia Geral como fundadoras: Banda Euterpe Cachoeirense,  representada pelo seu presidente, Jorge Brandão Murta, brasileiro; Sociedade Musical Nossa Senhora da Conceição da Lapa, .representada por sua diretora social, Maria de Carvalho Ferreira; Sociedade Musical Santa Cecília,  representada por sua presidente, Maria da Glória Leocádio Campos; Sociedade Musical Bom Senhor Bom Jesus de Matosinhos, representada por seu presidente, Benedito Calazans; Sociedade Musical União Social, representada pelo seu presidente, Silvino da Costa Pimenta.  Da Sociedade Musical Senhor Bom Jesus das Flores compareceu como representante o seu presidente, Adão José do Patrocínio Lopes, mas na condição de observador, pois a aquela corporação musical preferiu não participar como fundadora e aguardar um pouco mais. O Estatuto foi, finalmente, aprovado, e também eleita a primeira diretoria, empossada imediatamente. A primeira diretoria da ABAMMOP ficou assim constituída: presidente, Nylton Gomes Batista; vice-presidente, Waldecy Luciano Ferreira; 1º secretário, Vanessa Diniz Costa; 2º secretário, Andira Santos Mendes Ramos; 1º tesoureiro, Adão Jorge Correia de Souza; 2º tesoureiro, José Raimundo Valadares. O Conselho Fiscal é formado pelos titulares, Avelino de Araújo Moreira, Paulo da Silva, Cristiano Miguel Tavares; e os suplentes, Ricardo Luiz Ferreira, Ryan Douglas Costa Xavier e Waldir Valadares. Entre as primeiras providências tomadas pelo presidente destacou-se a nomeação de Mary Ângela Biason como relações públicas da nova entidade. Agora, é registrar a entidade e regularizá-la junto aos órgãos públicos.

Na foto ao lado, participantes da Assembléia

Ao alto, foto histórica da primeira diretoria

(fotos de Mary Ângela Biason)

 

ABAMMOP finalmente registrada

No dia 23 de setembro de 2005, a Associação das Bandas de Música do Município de Ouro Preto-ABAMMOP recebeu o registro nº 623 do Livro "A-3" no Cartório do Registro das Pessoas Jurídicas, da Comarca de Ouro Preto

 
 

ABAMMOP apresentada à Câmara Municipal de Ouro Preto

 

 

Depois de ser recebido no gabinete pelo prefeito Angelo Oswaldo, ocasião em que apresentou formalmente a documentação da ABAMMOP e explanou ao chefe do Executivo Municipal os objetivos da entidade, o presidente, Nylton Gomes Batista, procedeu visita também ao presidente da Câmara Municipal, ver. Wanderley Rossi Kuruzu, com a mesma finalidade. Na ocasião, o presidente do Legislativo formulou convite para que comparecesse a uma sessão plenária da CMOP, para ali fazer a apresentação da ABAMMOP e seus objetivos

E no dia 7 de março de 2006, o presidente lá compareceu e fez o seguinte pronunciamento:

Senhor presidente da Câmara Municipal de Ouro Preto, ver. Wanderley Rossi Kuruzu, senhoras e senhores vereadores, distinto público.

Detentor, outrora, de pelo menos uma banda de música em cada um dos seus distritos, o município de Ouro Preto correu risco de se igualar à maioria dos demais, reduzindo o número de corporações musicais ao mínimo ou a zero.

E seria uma lástima porque Ouro Preto se situa na região que concentra o maior número delas no estado, cujos registros oficiais relativos a entidades do gênero o colocam em primeiro lugar entre as unidades federativas.

Restam seis delas em plena atividade no município, destacando-se duas entre as mais antigas de Minas e do Brasil. Dessas seis, cinco decidiram reunir-se em associação que as represente e as defenda quanto aos interesses em comum.

Foi criada então a Associação das Bandas de Música do Município de Ouro Preto – ABAMMOP, integrada por: Banda Euterpe Cachoeirense/de Cachoeira do Campo; Sociedade Musical Santa Cecília/de Rodrigo Silva; Sociedade Musical Senhor Bom Jesus de Matosinhos/de Ouro Preto; Sociedade Musical Nossa Senhora da Conceição da Lapa/Antônio Pereira; e Sociedade Musical União Social/também de Cachoeira do Campo.

A entidade, criada em 6 de abril de 2005, está devidamente registrada no Cartório das Pessoas Jurídicas e cadastrada nos demais órgãos, de acordo exigências legais.

Entre objetivos da ABAMMOP destacam-se: congregar e estimular as bandas de música existentes, bem como estimular a criação de outras; pugnar por legislação pertinente ao seu amparo e preservação, levando-se em conta o caráter de célula cultural, de educação complementar, promoção humana e desenvolvimento da cidadania.

Diferentemente de outros povos, que valorizam a banda de música como entidade cultural organizada e parte da identidade nacional, o brasileiro a tem como feminino de "bando de músicos", algo que surge e desaparece nas ruas.

Pioneira no gênero em todo o país, a ABAMMOP pretende mudar esse conceito e transformar o município de Ouro Preto em ponto de referência nacional das bandas de música. Tal como no passado, época das célebres orquestras a serviço das irmandades religiosas, Ouro Preto pode voltar a ser um grande centro musical, tendo as bandas como mola propulsora.

Falta, para isso, somente vontade política aliada à musicalidade talentosa desta região, cuja potencialidade não se revela em toda sua plenitude, porque são escassos os meios necessários. Quando tanto se fala em voluntariado e solidariedade em diversos setores da sociedade, como meio de superar barreiras, a banda de música já os tem como prática rotineira desde seu surgimento, abrindo, ao mesmo tempo, melhores perspectivas para jovens sob risco social.

Conquanto a música seja o produto final de suas atividades, nós integrantes das tradicionais corporações musicais não temos dúvida de que elas representam muito mais, para o indivíduo e para as comunidades onde se inserem. Prova disso é o fato de que, talvez, seja a banda de música a entidade que por mais tempo tem seus integrantes a ela ligados e ativos.

Não é raro encontrar, nas fileiras das bandas, instrumentistas que ali permanecem por mais de sessenta ou setenta anos. Por essa razão, é também o músico de banda genuíno depositário da história oral de sua comunidade.

Senhoras e senhores representantes do povo ouropretano!

A população sabe do que pode a banda de música e disso dá prova quando as famílias lhe confiam filhos e filhas, infantes e adolescentes, para o aprendizado musical e finalmente a incorporação às fileiras. Sabem pais, mães e educadores que o estudo e a prática musical constituem meio dos mais excelentes na formação do jovem e a banda de música, por sua vez, dá-lhe o senso da disciplina, companheirismo e solidariedade, fatores indispensáveis na estrutura moral do bom cidadão.

Por isso, hoje as bandas de música se expandem com a força jovem que chega, sequiosa de aprender e participar de todas as formas na vida da corporação escolhida.

Contudo, senhoras e senhores vereadores, os importantes serviços prestados pela banda de música, reconhecidos pela sociedade, ainda permanecem no limbo das considerações por parte dos agentes políticos deste país.

Continua a banda de música a navegar no oceano das incertezas, entre a eventualidade do amparo transitório e o descaso puro e simples, quando não a degradação cultural, porque falta uma legislação que considere a peculiaridade da instituição, a um só tempo centro de promoção humana, escola de música e de cidadania. Os integrantes das bandas de música querem transformar este quadro, razão pela qual agora existe a ABAMMOP, iniciativa pioneira em Minas, quiçá, no Brasil. No município de Ouro Preto dá-se o primeiro passo e dele se levanta a voz, reivindicando para as corporações musicais perspectivas mais favoráveis. Os jovens que batem às portas das bandas não podem voltar frustrados e transmitir frustração às famílias que os encaminham. Que estas palavras cheguem ao fundo da consciência de cada legislador desta Casa.

 

 

 

Sérgio Barrenechea/flauta, José Medeiros/oboé, Stanislav Schulz/trompa; Gustavo Koberstein/fagote; e Félix Alonso/clarinete formam o Quinteto Brasília, que se apresentou em Ouro Preto, em 12 de novembro/2006. O grupo estava em turnê por várias cidades mineiras entre as quais Ouro Preto, sob o patrocínio da Petrobrás e apoio da associação Cultural da Funarte

Antes de sua apresentação ao público, e com apoio da ABAMMOP, o Quinteto Brasília desenvolveu rápida oficina a instrumentistas de bandas de música. Dessa oficina participaram integrantes da Sociedade Musical Senhor Bom Jesus de Matosinhos/Ouro Preto, Soc. Mus. Senhor Bom Jesus das Flores/Ouro Preto, Banda Euterpe Cachoeirense/Cachoeira do Campo, e Sociedade Musical União Social/Cachoeira do Campo. Na foto: integrantes do Quinteto e das bandas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

D. Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana, ladeado por Mary Angela Biason e Nylton Gomes Batista

ABAMMOP faz visita ao D. Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana

Com o propósito de dar as boas vindas ao novo arcebispo de Mariana, D. Geraldo Lyrio Rocha, a ABAMMOP, representada por seu presidente, Nylton Gomes Batista, e pela relações públicas, Mary Ângela Biason, fez-lhe visita no dia 2 de julho/2008. Desde setembro de 2007, a ABAMMOP  aguardava sua vez de ser recebida pelo novo arcebispo, cuja posse se dera no primeiro semestre daquele ano. Mas a arquidiocese de Mariana é grande, podendo-se daí deduzir quanta gente havia na fila. Os representantes da ABAMMOP não só levaram as boas vindas das bandas de música do município de Ouro Preto, como também manifestaram o desejo de restabelecer a solidez do vínculo, ainda que informal, outrora existente entre a Igreja e as bandas de música. Na oportunidade, o presidente  da ABAMMOP lembrou a D. Geraldo que a grande maioria das bandas de música, especialmente aquelas acima de cinqüenta anos de existência, surgiu praticamente na sacristia, cuja evidência ficou nos nomes de santos adotados por grande parte, destacando-se Santa Cecília, a padroeira da música, e que noventa por cento de suas atividades estão ligadas aos atos externos religiosos. Ao fim da audiência, os representantes da ABAMMOP deixou com D. Geraldo carta que contém algumas considerações sobre as pede a atenção daquela autoridade eclesiástica. A carta foi mantida com a data original, 1º de setembro/2007, quando foi solicitada a audiência

   

Ouro Preto, 1º de setembro de 2007.

Revmo.

D. Geraldo Lyrio Rocha

DD. Arcebispo de Mariana.

Senhor Arcebispo,

Em nosso primeiro contato formal, cumprimentamos V.Revma. por sua nomeação e posse como Arcebispo de Mariana, a mais antiga diocese mineira, desejando-lhe sucesso na condução dos trabalhos da Igreja nesta região, bem como à frente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB.

Dirigimo-nos a V. Revma para apresentar a ABAMMOP e solicitar sua valiosa atenção para alguns pontos que, estando ligados a eventos de iniciativa da Igreja, requerem atenção e apoio de V. Revma.

A ABAMMOP – Associação das Bandas de Música do Município de Ouro preto, fundada aos 6 de abril de 2005, é a entidade que representa os interesses comuns das corporações musicais neste município, defende seus direitos e busca reconhecimento ao trabalho que, tendo como foco o estudo, a prática, a divulgação, a valorização e a preservação da música, sobretudo a brasileira, vai além ao promover seus integrantes socialmente, capacitando-os para o exercício da cidadania e para a convivência fraternal na comunidade. Na banda de música, lado a lado estão crianças (desde menores de 10 anos), adolescentes e adultos (até maiores de 80) de ambos os sexos, aprendendo e ensinando, levando alegria e solidariedade mediante a prática do companheirismo, confiança e disciplina. É a instituição civil na qual o integrante permanece ativo por mais tempo; às vezes, mais de 60 anos. Resumindo: banda de música é também escola.

A ABAMMOP é, atualmente, integrada pelas seguintes corporações musicais: Associação Musical Nossa Senhora da Conceição da Lapa/com sede no distrito de Antônio Pereira; Banda Euterpe Cachoeirense/Cachoeira do Campo; Sociedade Musical Santa Cecília/Rodrigo Silva; Sociedade Musical Senhor Bom Jesus de Matosinhos/Ouro Preto; e Sociedade Musical União Social/Cachoeira do Campo.

A grande maioria das bandas de música brasileiras, especialmente aquelas acima dos cinqüenta anos de existência, surgiu por influência da Igreja Católica, e, talvez mais de noventa por cento de suas atividades se encontrem em eventos religiosos católicos. Entretanto, em nossa região, esse vínculo tão forte não tem encontrado ressonância na divulgação dos eventos dos quais as bandas de música participam. Temos notado, nos últimos anos, que muitos dos boletins de divulgação das festas católicas não trazem os nomes das bandas participantes. As bandas têm se ressentido dessa omissão, pois, não sendo elas dotadas de recursos financeiros, têm nos referidos boletins-programas seu mais importante e, às vezes, único veículo de divulgação. E, diante das exigências de relatórios de atividades, feitas por órgãos oficiais, mais necessária se torna a citação das bandas nos ditos veículos de divulgação.

É com o objetivo de estreitar o proveitoso vínculo, mediante o qual as bandas de música têm garantida sua divulgação e faz prova de suas atividades, que a Associação das Bandas de Música do Município de Ouro Preto-ABAMMOP solicita:

Que sejam mencionados os nomes das corporações musicais participantes, nos boletins-programas, folders e/ou cartazes de divulgação dos eventos da paróquia.

Na impossibilidade de a inserção ser feita, que seja fornecido "atestado de participação" em papel timbrado ou c/carimbo da paróquia, assinado pelo pároco.

Na oportunidade, a ABAMMOP solicita outra colaboração:

Que, havendo também som mecânico nos eventos, seja providenciado junto aos seus operadores o não funcionamento durante as apresentações das bandas de música.

Senhor Arcebispo,

Mais ou menos este é o teor de carta-circular, que pretendemos encaminhar aos titulares das paróquias no município de Ouro Preto, presumindo-se que cada um tenha autonomia para decidir sobre nossas solicitações. No caso de dependência a instância superior, gostaríamos de obter a atenção especial de V. Revma.

Se V.Revma. entender como justas e decidir pelo atendimento às nossas solicitações, apreciaríamos muitíssimo se o procedimento fosse aplicado em relação a todas as bandas de música em atividade na jurisdição da Arquidiocese de Mariana. E, como presidente da CNBB, talvez possa estabelecer práticas que dêem maior sustentação às atividades das bandas de música brasileiras.

Com os cumprimentos das bandas de música representadas, agradecemos pela atenção dispensada.

 

Atenciosamente,

 

 

 

Nylton Gomes Batista                              Vanessa Diniz Costa

   Presidente                                                   1º Secretário

 

 

 

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