PONTO DE VISTA DO BATISTA
Anões, mensaleiros e
sanguessugas
Pela terceira vez, em três
meses, a população da cidade de São Paulo é submetida ao terror de
ataques a setores nevrálgicos da vida coletiva, com claras intenções
de afrontar a lei, confundir e desmoralizar as forças de segurança e
amedrontar a sociedade. Atribuem-se as ações à facção criminosa
criada e mantida dentro de estabelecimentos prisionais ao longo de
um tempo em que se afrouxaram as leis e bandidos assumiram posição
de "estrelas", promovendo-se pela mídia, ditando exigências dentro
da prisão, enfim comportando-se como quem política e moralmente
correto, momentaneamente tivesse sua posição invertida por engano.
Como ação de quadrilhas,
pura e simplesmente para demonstrar insatisfação contra o sistema
prisional ou reivindicar o que quer que seja, os fatos já são um
absurdo, indigeríveis pela sociedade, mas começam a pintar suspeitas
de que a gravidade do caso está muito além do que se pode imaginar.
Depois da terceira onda de terror, é questão de se indagar a quem
mais interessaria a fragilização, pelo medo, da população na maior
cidade brasileira, considerando-se as tendências ideológicas de
alguns governos nesta parte do mundo. Pelo menos num país de
fronteira, facção político-revolucionária está aliada à indústria da
droga e contrabando de armas, e, no Brasil já se mostram indícios de
intercâmbio de organizações ditas sociais com aquela mesma facção.
Como já se disse, as leis
neste país são formuladas e aprovadas por quem tem medo de um dia ir
para a cadeia, razão pela qual impunidade para uns e afrouxamento
para outros têm sido uma constante na aplicação da justiça neste
país. Por esse mesmo caminho – afrouxamento das leis - o chamado
crime organizado se instalou nas penitenciárias, conseguiu a
simpatia de organizações defensoras dos direitos humanos mais a
aliança de profissionais corruptos e passou a ditar ao Estado suas
exigências. Por sua vez, o Estado se revela sem força moral, pois
seus agentes, em grande número estão enlameados na corrupção. Quando
presidentes do Legislativo e do Judiciário de unidade federativa são
presos, sob acusação de corrupção, juntamente com o candidato a vice
na chapa do governador que tenta se reeleger, tem-se noção do quanto
a nação está vulnerável entre a marginalidade e o Estado permeado de
agentes comprometidos com a ilegalidade e o crime. O número
conhecido de parlamentares federais envolvidos nos diversos casos de
desvio de verbas, enriquecimento ilícito, fraudes, abuso de poder,
isoladamente ou organizados em quadrilhas, assusta e joga por terra
as esperanças dos que, há alguns anos, acreditavam que, passada
aquela onda na qual soçobrou o presidente da República, tudo seria
diferente.
Comparando fatos atuais
com os daquela época, a lama, desde então, cresceu em volume e
densidade! Aquele, acusado de se apoderar de sobras da campanha
eleitoral, receber presentes e favorecer setores, caiu sob
impropérios do Congresso, que se revelou mais corrupto quando
explodiu o escândalo do Orçamento cujos protagonistas ficaram
conhecidos como "anões". Os atuais desde os "mensaleiros" até os
"sanguessugas", entre eles outros contaminados por podridões da
mesma natureza, fizeram pior; os últimos nem se pejaram de sugar
justamente o sistema de saúde, setor do qual depende a vida de
milhões de brasileiros. E ao invés de cassação, tudo indica que
continuarão candidatos.
Caberá ao eleitor evitar
que sejam eleitos, apelando para o VOTO ZERO, única maneira de,
neste sistema, não mais eleger corruptos. Partidos políticos já
fizeram mal demais à humanidade!