13ª  FESTA DO CARNEIRO NO BURACO

em  CAMPO MOURÃO - PARANÁ

Gastronomia

É tempo de Carneiro no Buraco no Paraná

Campo Mourão realiza a 13ª Festa Nacional do Carneiro no Buraco em julho

No período de 10 a 13 de julho, em Campo Mourão, será realizado um dos maiores eventos gastronômicos do Sul do país: a 13ª Festa Nacional do Carneiro no Buraco. O exótico prato típico do Município localizado no Centro Oeste do Paraná (a 450 quilômetros de Curitiba) é servido apenas no último dia da festa e deverá ser consumido por mais de oito mil pessoas. Criada por pioneiros, há mais de 40 anos, a iguaria tem sabor apurado, leva 12 horas para ser preparada e chama a atenção por ser cozida em buracos cavados no chão e pela multiplicidade de ingredientes utilizados.

Este ano serão preparados 130 tachos da excêntrica comida e a festa é realizada desde 1991, quando foram feitos 70 tachos. A cada ano aumenta o número de participantes, oriundos de todo o Paraná, de outros estados e de países vizinhos, que lotam os hotéis locais e da região. Shows, rodeio, Feira da Agroindústria Familiar, mostra de carros antigos, exibição da Esquadrilha da Fumaça, leilão de gado e exposições fazem parte da programação do evento incluído no calendário da Embratur e da Paraná Turismo.

A exemplo dos anos anteriores, o prato típico será servido por cerca de 15 clubes de serviço, colônias radicadas na cidade e outras instituições. Os convites custam R$ 12,00 (adulto) e R$ 6,00 (crianças de 8 a 12 anos). Pelo sexto ano consecutivo, a preparação da comida na cozinha única estará a cargo do Clube da Panela, uma entidade local que reúne profissionais liberais, empresários e lideranças locais. À frente da promoção está a Prefeitura de Campo Mourão e a Associação Comercial e Industrial.

A estimativa dos organizadores é de que aproximadamente 100 mil pessoas vão passar pelo parque de exposição nos quatro dias do evento.

Atrações

A programação da Festa Nacional do Carneiro no Buraco será aberta no dia 10, às 22 horas, com um show do cantor Daniel. No dia 11, às 20 horas, começa o rodeio, com a final no dia 13. Em um "lonão" vai funcionar o Caldeirão Universitário, com bailões nos dias 11 e 12, animados pelas bandas Rota do Sol (que atua no Beto Carreiro World) e Garrafão. Já no dia 13 acontece a exibição da Esquadrilha da Fumaça.

Mas entre as atividades que mais chamam a atenção dos visitantes estão os rituais que cercam a preparação do prato típico. Muitos turistas acompanham já na manhã do sábado

a preparação dos 3.510 quilos de carne e 2.665 quilos de legumes para os 130 tachos na cozinha única, que envolve cerca de 100 pessoas. Um espetáculo na arena do parque de exposição, envolvendo cerca de 200 atores e técnicos, contará a história de Campo Mourão e do prato típico, a partir das 21h30min do dia 12.

Às 22h30min será realizado o Ritual do Fogo, que tradicionalmente reúne milhares de pessoas. Em caravana, o prefeito Tauillo Tezelli e os coordenadores do evento, representantes das entidades participantes, patrocinadores e turistas – todos portando tochas -, vão se deslocar até o buraco número um para acender o fogo. Na caminhada serão acompanhados pela Banda do Buraco, soldados do Tiro de Guerra e artistas circenses. Em seguida será aceso o fogo nos demais buracos, acompanhado de show pirotécnico.

Os tachos serão colocados sobre o braseiro formado nos buracos por volta das 5 horas da manhã de domingo. Em seguida, os buracos serão fechados e vedados com terra.

Almoço

Às 10h30min do dia 13 será realizado o último ritual da festa. Uma caravana liderada pelo prefeito Tauillo Tezelli se deslocará até o buraco número um para retirar o primeiro tacho. Na seqüência vai acontecer a retirada dos outros tachos. Às 11h30min, as entidades começarão a servir o Carneiro no Buraco, que é acompanhado de arroz branco, pirão (preparado com o caldo retirado do tacho) e salada de almeirão.

 

Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão/Conselho Municipal de Turismo - 0xx44 529 3704 ou 529 3721 (e-mail: ind.comercio@campomourao.pr.gov.br )

 

Iguaria já tem 40 anos

O prato típico de Campo Mourão foi criado no início da década de 60 e é fruto da curiosidade e persistência de três pioneiros do Município: Ênio Queiroz, Joaquim Teodoro de Oliveira e Saul Ferreira Caldas. Depois de assistirem a um filme onde vaqueiros preparavam alimentos sobre brasas, dentro de um buraco cavado no chão, os três resolveram experimentar o peculiar sistema de cozimento.

Seus familiares ainda lembram do resultado das primeiras tentativas. Ora os ingredientes não ficavam cozidos, ora era impossível consumir a iguaria por estar impregnada pela fumaça. Também não foi fácil acertar a melhor combinação entre legumes, tubérculos, condimentos, carne e até fruta. Sem falar da desconfiança daqueles que acompanhavam a experiência gastronômica. Mas valeu o esforço!

Os registros históricos revelam que o processo de popularização do Carneiro no Buraco começou apenas na década de 80, quando autoridades que visitavam a cidade passaram a ser recepcionadas com o prato. Até então, a comida era servida esporadicamente em pequenas recepções e festas de amigos.

A oficialização do Carneiro no Buraco como prato típico de Campo Mourão, através de lei municipal, resultou de um movimento liderado em 1990 pela confraria da Boca Maldita local. No ano seguinte foi realizada a 1ª Festa do Carneiro no Buraco, que ganhou âmbito nacional em 1993.

Ao longo dos últimos 40 anos, o prato típico foi sendo aprimorado e hoje desponta como verdadeiro símbolo de Campo Mourão. Apesar do alto grau de dificuldade na preparação, está entre as comidas típicas mais divulgadas do Sul do país e mourãoenses que dominam a técnica de preparação são convidados para fazer o prato nas mais diferentes regiões do Brasil.

 

Fotos ampliadas da cidade

Vista aérea

Lago

Local da festa

Hora  de degustar o carneiro

O público

 

 

 

 

 

 

 

Curiosidades

 -         O cozimento de comidas em buracos cavados no chão era uma prática já utilizada pelos indígenas no início da colonização da América do Sul, por volta de 1580, para evitar incêndios nas matas; 3.510 quilos de carne de carneiro, 260 kg de tomate, 260 kg de cebola, 390 kg de batata doce, 390 kg de batata salsa, 260 kg de chuchu, 260 kg de abobrinha, 260 kg de cenoura, 65 kg de pimentão, 130 kg de vagem , 260 kg de mandioca e 130 quilos de maçã vermelha serão utilizados este ano na preparação dos 130 tachos de Carneiro no Buraco; Para agilizar o atendimento dos participantes, as entidades que vão servir o prato típico na festa vão disponibilizar 1.500 mesas e seis mil cadeiras;    Serão queimados 260 metros cúbicos de lenha nos buracos para o cozimento dos 130 tachos da iguaria; São as maçãs colocadas na última camada no processo de montagem do tacho que indicam se a iguaria ficou bem cozida. Quando o tacho é retirado e as maçãs estão murchas é sinal que a iguaria ficou bem cozida;  Os 130 buracos utilizados para o cozimento da iguaria somam 195 metros (o equivalente a um prédio de 69 pavimentos);  

ritual do fogo

Os buracos utilizados na festa para o cozimento do prato são revestidos de tijolos, mas normalmente os buracos não contam com revestimento;     Na primeira Festa do Carneiro no Buraco, realizada em 1991, foram preparados 70 tachos. Em 1997 já foram preparados 100 tachos. Desde o ano passado são confeccionados 130 tachos no evento;  O gourmet, artista plástico e fotógrafo Tony Nishimura, que já preparou a iguaria em cerca de 15 estados brasileiros, desponta entre os mourãoenses que mais contribuíram para o aprimoramento e difusão do prato típico; Reportagens sobre o Carneiro no Buraco já foram divulgadas em publicações japonesas, de Israel e de vários países sul americanos, além de órgãos de imprensa de todo o Brasil; Apesar de passarem antecipadamente as orientações necessárias, os mourãoenses que preparam o prato típico – à convite – nas mais diferentes regiões do país já se depararam com buracos quadrados, com as medidas de profundidade e largura invertidos e até buracos cavados com pá carregadeira (verdadeiras valetas);       Trinta espetáculos musicais, de dança e circenses com valores locais e regionais, além de oficinas, também serão realizados dentro da programação da 13ª Festa Nacional do Carneiro no Buraco.

 

O fogo inicial antes da descida dos tachos

Como é feito

 

Ingredientes:                                        Temperos

 

27 kg de carne de carneiro                pimenta do reino (10 g)

 de média idade                                 alho (300 g)

 tomate (2 quilos)                             aginomoto (100 g)

 cebola (2 quilos)                              cebolinha (2 maços)

 batata doce (3 quilos)                      salsinha (2 maços                    

 batata salsa (3 quilos)                     vinagre de vinho (1 litro)            

 chuchu (2 quilos)                           óleo (300 ml)

 abobrinha (2 quilos)                       sal (815 g)

 cenoura (2 quilos)                  

 pimentão (1/2 quilos)                     

 vagem (1 quilo)

 mandioca (2 quilos)

 maçã vermelha (1 quilo)

 

A carne, cortada em pedaços pequenos, deve permanecer três horas na vinha preparada com todos os ingredientes do tempero, batidos no liqüidificador. O tacho de ferro - de 30 polegadas de diâmetro - deve ser untado e a primeira camada é sempre de chuchu e abobrinha. Na seqüência alternam-se as camadas de carne e legumes. O restante do tempero da carne é  despejado no final da montagem do tacho. Apenas os tomates e maçãs, que ficam por cima, não são cortados.

Preparando os tachos 

Após a queima de dois metros de lenha – começando sempre pela mais grossa - no buraco cavado no chão (com 1,50 m de profundidade e 1,05 m de largura), ao longo de seis horas, é descido o tacho, que fica sobre as brasas e coberto com uma tampa metálica. O buraco é tampado com tábuas e vedado com terra. A colocação e retirada do tacho é feita com ganchos especiais. Após seis horas, a iguaria está pronta.

    O pirão é preparado com caldo retirado do tacho e farinha de mandioca torrada, além de cheiro verde e pimenta à gosto.

  O Carneiro no Buraco é servido acompanhado ainda de arroz branco e salada de almeirão. Pode ser acompanhado de vinho, cerveja ou refrigerante. Um tacho dá para cerca de 60 pessoas. Tempo de preparação: cerca de 12 horas.

retirando os tachos

O berço do Carneiro 

   A tranqüilidade característica do interior, com a vantagem de uma excelente qualidade de vida e uma economia em expansão. Assim é Campo Mourão, que tem 80 mil habitantes e constitui-se em um dos maiores entroncamentos rodoviários do Sul do país. A nível nacional, a cidade é conhecida como “A Terra do Carneiro no Buraco”. 

  Os números não deixam dúvida sobre a qualidade de vida em Campo Mourão. Toda a cidade é servida de água tratada, 55 por cento da cidade dispõe de coleta e tratamento de esgoto e 92 por cento das vias públicas são asfaltadas. Apenas os parques, praças e áreas verdes protegidas representam 99,7 metros quadrados por habitante. Vários programas ambientais projetam o Município a nível nacional e internacional.

    A cidade sedia a maior cooperativa agrícola singular da América Latina: a Coamo. Porém, suas indústrias produzem de medicamentos a transmissores para emissoras de televisão e rádio, de margarina a circuitos impressos, de equipamentos odontológicos a doces, de produtos adesivados a equipamentos elétricos, fio de algodão, óleo de soja e confecções comercializados em todo o país e no exterior. A Colacril – Auto Adesivos Paraná (maior indústria do ramo na América Latina) e a VRI Indústria Eletrônica deixaram São Paulo e instalaram-se na cidade nos últimos três anos.

   Campo Mourão dispõe de 20 cursos superiores, oferecidos por três instituições. A cidade está localizada no principal eixo rodoviário de São Paulo e Rio de Janeiro com o Mercosul. O aeroporto mais próximo com vôos regulares é em Maringá (a 80 km).

Atrações

   Os visitantes têm à disposição bons hotéis e restaurantes variados. Entre os pontos que merecem ser visitados estão o Parque do Lago, Teatro Municipal, Usina do Conhecimento, Parque Estadual Lago Azul, Catedral de São José, Museu do Eco Saneamento, Estação Ecológica do Cerrado, Museu Municipal “Deolindo Mendes Pereira” e a Rua da Gastronomia.    

  

 

 

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