DOM BOSCO: UM PASSADO QUE SE FOI
E foi-se o Dom Bosco!
Levado por interesses que não condizem
com a tradição salesiana de outros tempos, perdemos um
estabelecimento que primou pela educação consciente de jovens que
ali buscaram, não só o seu aprimoramento educacional como o humano.
Traída foi a comunidade cachoeirense,
que tanto colaborou e apoiou a construção das "Escolas Reunidas Dom
Bosco", liderada pelo Pe. Afonso de Lemos e outros, como o "Coronel"
Francisco Xavier e "Coronel" Peixoto, que viram nos ideais de Dom
Bosco, a formação de nossa juventude.
Ali dentro do quadrilátero do antigo
Quartel da Cavalaria, nas salas rodeadas pelos corredores
silenciosos, se formaram homens que muito contribuíram para a
grandeza de nossa terra e que puderam bater no peito e dizer com
orgulho: "Eu fui do Dom Bosco"
Foi-se o período da formação agrícola
dos jovens e foi-se a formação cultural, religiosa e educacional do
"Ginásio Dom Bosco".
Mas não importa a que fim seja o
destino do vestuto educandário. Aqueles que ali estiverem poderão
ouvir, na lembrança do que restou, a algazarra dos alunos na hora do
recreio, ouvirão o batido do sino no corredor chamando para o
estudo, para as aulas, para as refeições e sentirão nos corredores
os passos lentos do Pe. Francisco Zai, do Padre Braz Musso, o
arrastar da batina do Padre Baeta e na capela a voz forte do Padre
Alcides Lana: "Meus meninos!"
Ficará para aqueles que ali passaram os
ensinamentos dos clérigos, a sabedoria do Sr. Fábio Nogueira, a
cultura do Sr. Remigio Fratini e com certeza lembrarão da rigidez de
um Padre Conselheiro ou de um Padre Prefeito, da religiosidade de um
Padre Catequista ou da seriedade do Padre Diretor.
Ecoarão na lembrança os ecos das festas
de 24 de maio, a alegria dos passeios de Emaús, os banhos na cascata
ou no açude, o futebol dos domingos, os "certames" no Teatro e as
fugidas para chupar jabuticabas.
E sentirão saudades de um Dom Bosco que
se foi!
José Wellington Pedrosa Xavier
Ex-aluno