Foi numa de suas viagens à Europa (1871-1872) que D. Pedro II fez os primeiros contatos, que culminariam na vinda do engenheiro Claude Henri Gorceix para o Brasil  com o fim de aqui estabelecer uma "escola de mineiros". Num encontro com o professor Auguste Daubrée, nosso monarca revelou a este o interesse que o governo tinha em criar aqui a escola mencionada. Monsieur Daubrée, entre outros cargos e funções, era membro da Academia de Ciências de Paris, Inspetor Geral das Minas, e professor de geologia e mineralogia. Tinha todas as qualidades de que necessitava um responsável por empreendimento da natureza que o governo brasileiro pretendia implantar e desenvolver. Com base nisso, um convite foi-lhe feito por intermédio do Conselheiro e Ministro do Império, João Alfredo Correia de Oliveira, em 6 de julho de 1872. As funções exercidas por Daubrée junto ao governo francês não lhe permitiram aceitar o convite. Contudo, sentiu-se na obrigação de ajudar na tarefa de escolher alguém que pudesse assumir o cargo. Em princípio, disse ele ao nosso imperador que não seria fácil encontrar alguém disponível com as qualificações requeridas. Felizmente, apenas um ano mais tarde, o professor Daubrée escrevia falando de um jovem sábio, de excelentes qualidades pessoais. O jovem sábio era Claude Henri Gorceix, então com 31 anos (nas. 19-10-1842), que consquistara a simpatia de seus mestres quando estudante devido à sua inteligência, devotamento aos estudos e caráter sóbrio. Depois de formado, à anterior simpatia somou-se a confiança de cientistas, entre os quais o professor Achile Delésse, da Escola de Minas de Paris, Inspetor Geral do Corpo Nacional de Engenheiros da França, membro da Academia de Ciências. Concluído o curso de ciências físicas e matemática em 1866, Henri Gorceix iniciou sua carreira de professor, imediatamente, no Liceu de Angoulême,e, no ano seguintte já era nomeado "agregé peparateur", para mineralogia, geologia e botância na Escola Normal Superior de Paris, por indicação do professor Achile Delésse. Quando Daubrée, em 29 de dezembro de 1873, escrevera a D. Pedro II falando sobre as qualificações  de Gorceix, este encontrava-se em viagem de pesquisas na Grécia. Foi ao voltar a Paris, no início de 1874, que ele recebeu o convite do imperador, por  intermédio do professor Auguste Daubrée. Aceito o convite, não se demorou Gorceix em viajar para o Brasil e, aqui chegando, dedicar-se inteiramente aos preparativos de fundação da escola. Suas primeiras preocupações foram dirigidas para o conhecimento do nível das instruções secundária e superior do país. Fez também várias excursões geológicas, chegando até ao Rio Grande do Sul. Recebida a orientação de verificar em Minas Gerais um local adequado onde instalar a escola, Gorceix para cá se dirigiu. Ouro Preto, Barbacena, São Joâo del Rei, Sabará, Itabira e Diamantina foram por ele anotadas como as mais aptas.
Foi em 22 de junho de 1875 que o professor Henri Gorceix apresentou ao governo brasileiro o relatório definindo onde, como, e para que fins a "escola de mineiros" deveria ser criada. Desse relatório formou-se a base do 1º regulamento da Escola de Minas de Ouro Preto. Nesse relatório, o professor Gorceix analisou os prós e contras de cada cidade candidata à sede da escola e, por fim, escolheu Ouro Preto, consideradas várioas razões, incluída a de ser a capital da Província. Pesaram também as melhores condições de acesso a outros pontos do país, conquanto Gorceix não visse perspectivas de aqui chegar um ramal ferroviário devido às dificuldades contrapostas pelas "serras escarpadas". A Escola de Farmácia já demonstrara ser a cidade de Ouro Preto um centro propício aos estudos, e, a sociedade expressava uma vontade de melhorar os níveis de instrução.

VOLTAR PARA OURO PRETO WORLD (depois de aberta a página inicial, vá à barra de endereços do seu browser, elimine tudo que estiver após a extensão br . Selecione o endereço que ficou e dê ENTER, para abrir a página em toda a tela)