PONTO DE VISTA DO BATISTA
Quando falta assunto,
apela-se
Muitas pessoas indagam
como se consegue assunto a cada semana para manter esta coluna.
Argumento sempre que qualquer pessoa normal teria assunto para longa
conversa todos os dias. Logo, preencher este espaço semanalmente é
como puxar conversa. Assunto até que não falta. O que nem sempre
acontece é ele se encaixar perfeitamente com momento e
circunstâncias, encadeando idéias, fatos, lembranças, anseios,
angústias, revoltas e tudo mais vivido naquele momento. Mas, há
circunstâncias conspiradoras contra o autor que, por mais habituado
esteja ao ato de escrever, de repente, se vê sem o que por no papel
(ou na tela do computador), assim como alguém se sente sem o que
dizer diante de uma surpresa. E foi o que aconteceu comigo nesta
semana, pois cheguei às vésperas do fechamento da edição semanal com
uma tremenda interrogação na cabeça: sobre o quê escrever? Como tudo
debaixo do sol se explica, também essa aparente esterilidade mental
tem sua explicação.
Ao receber, na semana
anterior, o livreto de apresentação do Memorial da Câmara Municipal
de Ouro Preto, acompanhado do convite para a sua inauguração,
conclui, por sua importância e significado culturais, que ele (o
livreto) merecia espaço no site informativo-cultural, que mantenho
na web com o propósito de somar-me à legião de divulgadores de Ouro
Preto, cada um à sua maneira ou de acordo com o ângulo descortinado
à sua frente. Mesmo estando todo o conteúdo textual do Memorial
disponibilizado no site da CMOP, o livreto, por si só, vale como
entrada ou preâmbulo da História da qual o ouropretano se orgulha
como agente, desejoso de vê-la divulgada por todos os meios. E a
internet, mais amplo e democrático entre eles, não deve ser
desprezada por divulgadores, pois a informação ali fica à disposição
para, no momento exato, a pessoa certa tê-la ao alcance, não importa
onde esteja, desde que à sua frente exista um computador conectado.
Da decisão passei à execução da idéia, ocupando-me do escaneamento
das vinte e nove páginas e digitalização de sete dentre as mesmas,
cuja leitura seria impraticável diretamente da página escaneada.
Quem é do ramo sabe que o trabalho não é difícil, mas cansativo e
consumidor de boas doses de paciência. As páginas foram montadas e o
site testado antes da publicação. O que parecia estar em ordem, não
se confirmou na primeira de tentativa de vê-las na rede. Voltar a
cada ponto do processo de montagem para descobrir a falha é outra
tarefa estafante, que fiz repetidas vezes, sem sucesso. O mesmo
resultado me frustrava a cada teste efetuado.
Como não desisto
facilmente de projetos, continuei a conferir e reconferir ponto por
ponto, mas cheguei a desfazer o link na página principal, porque
considero idiotice manter ativa ligação com página impedida de
abrir-se, inexistente ou ainda não pronta. A página inacabada, por
exemplo, é para o internauta o mesmo que abrir janela e dar de cara
com tapume, que os responsáveis identificam como "página em
construção". Não entendo o porquê da manutenção dessa idiotice!
Por várias vezes, cheguei
a ficar meio perdido, confuso, readquirindo clareza sobre o assunto
somente depois de descanso e a mente desviada do problema. E foi ao
acordar do pouco que durmo, numa noite, que considerei a
possibilidade de a falha estar no único ponto não remontado por
julgar improvável um erro ali. E era lá que estava a falha, um
procedimento simples, mas feito de forma inversa. Finalmente, as
páginas se abriram na web. E com a explicação da falta de assunto
acabei por preencher o espaço desta coluna!