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Passado um ano de nossa primeira visita a Minas Novas-MG
para participar da festa de Nossa Senhora do Rosário, retornamos com o
mesmo propósito, desta vez em companhia de outros ouropretanos/cachoeirenses.
Novamente ficamos encantados com o calor humano do povo minasnovense, sua
disciplina, a organização da festa, a ordem pública, etc. Durante três
dias, 23, 24 e 25 de junho, circulamos naquela cidade, acompanhando o povo
na busca da imagem de Nossa Senhora no Rio Fanado, empolgando-nos com o
cortejo real do
Rosário, participando dos ofícios religiosos, admirando o rico
folclore e artesanato regionais, assistindo à farta distribuição
de doces e biscoitos, trocando impressões com novos
amigos. A exemplo do ano passado, não vimos um distúrbio, por menor que
fosse, nas ruas; a cidade se mantém limpa, embora haja muita gente em
circulação durante os três dias da festa; não há a praga da
pichação em muros e fachadas de residências ou prédios públicos. Ao
contrário da região de Ouro Preto, onde a riqueza das tradições
vem sendo destruída e substituídas por cópia de culturas estranhas,
Minas Novas prima pela fidelidade às suas raízes.
 Na manhã do dia
23, praticamente, toda a população católica da cidade se concentra à
margem do Rio Fanado, enquanto o casal real do Rosário, a Guarda do
Rosário, grupos folclóricos e lideranças da Irmandade de Nossa Senhora
dos Rosário dos Homens Pretos de Minas Novas, enfrentam a
correnteza das águas para ir buscar a imagem, colocada, previamente numa
pedra na outra margem. Em alguns pontos, a fica pela cintura, mas ninguém
recua. Esse ritual tem origem na lenda, segundo a qual a imagem de Nossa
Senhora teria sido encontrada naquele local por escravos, num 23 de junho.
Aí também a razão de a festa ser celebrada em data diferente da
oficial, sabendo-se que o mês do Rosário é outubro. Enquanto em
todo o Brasil se celebra São João Batista, em Minas Novas, é Nossa
Senhora o alvo das homenagens. E a data é
rigorosamente observada. Tentativa de fixá-la no fim de semana mais
próximo, com intuito de favorecer aos minasnovenses ausentes, foi
derrotada em plebiscito
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A
imagem "encontrada" na margem oposta do rio Fanado é
transportada pelos organizadores da festa até onde se encontra o
público. Sempre sustentada pelos Guardas do Rosário, a imagem passa de
mão em mão até chegar à igreja. O folclore regional é presença
imprescindível, e, a banda de música, ressurgida no ano passado, ganhou
alma nova com o ingresso de instrumentistas recém-preparados
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O
cortejo real do Rosário realizado na manhã do dia 24, exibe
o melhor do figurino de época sob a responsabilidade de
jovens bem ensaiados |
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Mais
folclore
E a banda de música vestiu uniforme novo |
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Os reis do
Rosário
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Uma das
alegorias no desfile
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O cortejo foi
recebido pelo cardela D.Serafim Fernandes de Araújo, que é
minasnovense |
2008
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