Banda de música se renova com crianças

Cachoeira do Campo mantém tradição

Ao encerrar as atividades no ano de 2002, no dia 15 de dezembro, o professor Lúcio Vicente da Silva, responsável pela formação de novos instrumentistas da S. M.União Social fez a apresentação de 16 alunos que concluíram a primeira etapa do curso destina a formar novos instrumentistas para a banda. A idade deles varia de 8 a 16 anos, de ambos os sexos. Com esse programa de ensino por intermédio de sua Escola de Música Maestro Randolfo José de Lemos, a S. M. União Social compensa os desligamentos por problemas de trabalho fora da região, idade avançada, etc.  Ao contrário de anos anteriores, não se realizou a sessão solene para a admissão dos novatos. Outras prioridades determinaram essa decisão. Infelizmente, banda de música, em que pese o trabalho educativo desenvolvido, a extensão social de suas atividades, descobrindo e desenvolvendo talentos junto à população carente, não tem sobre si a atenção que merece. Basta dizer que, ao contrário Constituição do Estado de Minas Gerais que cita explicitamente as bandas de música entre os setores culturais a merecer a atenção do Estado, a Lei Orgânica do Município de Ouro Preto, não lhes faz menção. E no município se encontram as bandas de música mais antigas de Minas. 

Maestro Lúcio, oficial músico reformado da Polícia Militar é o responsável pelo ensino na S. M. União Social

A banda depois de receber os novos companheiros

 .

O grupo não se intimida e dá seu recado durante a apresentação

Aqui estão as clarinetas em mãos de meninas

Aqui os sax-horns. O garoto do meio tem apenas 8 anos de idade

 

UNIÃO SOCIAL encerra ano 2005 com incorporação de mais jovens músicos aprendizes

Mais um grupo de novos instrumentistas foi incorporado às fileiras da S.M. União Social. A solenidade se realizou à tarde de 18 de dezembro de 2005, ocasião em que 9 jovens se incorporaram e 16 foram apresentados como aspirantes à incorporação. Estes últimos estão na fase final do aprendizado básico e, dentro de alguns meses, deverão também ser incorporados. Entretanto, já podem participar dos ensaios da banda e participar de algumas de suas apresentações públicas.

  Desta forma, a tradição das bandas de música se mantém, bem como tradições internas acumuladas pela União Social nos seus 141 anos de atividades. Grande parte dos integrantes da banda representa a sucessão de gerações na perpetuação do ideal da música e da corporação.
 
O ritual de incorporação foi conduzido pelo instrumentista Nylton Gomes Batista   Momento em que os novos companheiros prestavam juramento
  Parte do ritual envolve a colocação das palatinas nos ombros com símbolo da responsabilidade. Isso é feito por padrinho ou madrinha escolhido pelo novato. O jovem Nilton teve como madrinha sua própria mãe, Maria do Carmo Perpétuo.

A entrega do instrumento é outro detalhe importante do ritual. É feita por familiar de músico já falecido. A nova saxofonista recebe o instrumento das mãos de sua avó, Maria do Carmo Bretas, viúva de músico da banda e mãe de  quatro músicos, um dos quais o pai da Nayara  
  Nayara ao lado pai, Márcio Bretas, a mãe Ana Lúcia, a avó e a irmã
Encerrado o ritual, a banda se apresentou com os novos integrantes  
  O público era formado por tão somente familiares e amigos e amigos mais próximos

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