"Nada mais há
que inventar, pois tudo já foi inventado". Mais ou menos isso foi
dito por alto funcionário do escritório de patentes dos Estados
Unidos, poucos anos da virada do século dezenove, enquanto se
despedia do emprego, convicto de que nada mais teria a fazer. O
automóvel dava os primeiros passos, ou rodadas; o telefone ainda era
novidade e a lâmpada elétrica, inventada em 1879, ainda estava longe
de desbancar lampiões na iluminação pública e velas no ambiente
doméstico. Do aeroplano, futuro avião, ouviam-se quimeras da boca
de, talvez, menos que meia dúzia de malucos espalhados ao redor do
mundo, que juravam fazer, um dia, o homem voar. Por terra, além da
força animal, era o trem o meio de transporte rápido e eficiente;
nas águas, os barcos cumpriam sua função desde tempos imemoriais,
antes mesmo do Dilúvio, episódio em que se testou a maior
embarcação, construída até então, de acordo com relato bíblico, e se
provou a capacidade humana na navegação marítima. No ar, ora... no
ar, somente as aves e os sonhos dos loucos! Nem imaginava aquele
americano de mente limitada, que a expansão da capacidade criativa e
inventiva humana estava apenas começando!
Mais ou menos
cem anos depois, no torvelinho das novidades em que se vive,
ultrapassadas por outras quase num piscar de olhos, não caberia
reação como aquela. A partir do ainda não imaginado avião
conceberam-se naves que bisbilhotam o universo, depois de colocar o
homem na lua; a vida passou a contar com potentes medicamentos e
vacinas no combate a doenças, enquanto a troca de órgãos
considerados irrecuperáveis se tornava rotina. No mesmo período, a
outra face do domínio humano sobre a energia atômica colocou a
humanidade sob o risco de uma hecatombe mundial, a partir da
destruição de duas cidades como exemplo.
Mas, foi ao se
conjeturar sobre a construção do computador pessoal, reduzindo o
mastodonte corporativo - surgido em 1946 - ao nível do indivíduo e
colocado à sua disposição como ferramenta do desenvolvimento, que
alguém da própria área da computação pôs em dúvida a validade da
ideia, dizendo que não via em que o computador poderia interessar a
uma pessoa. Mais uma vez, a realidade provou que a despeito do
pessimismo de uns poucos, a humanidade avança em conhecimento e se
desenvolve tecnologicamente, na busca do bem estar e atendimento às
suas necessidades. Ao contrário de antes e com base na evolução
contínua, hoje, qualquer indivíduo de médio conhecimento pode
arriscar-se em previsões quanto a futuros passos na conquista
tecnológica, consciente de que, na linha do tempo, é cada vez mais
curta a distância que separa um estágio de outro. O que é novidade e
moderno, hoje, pode não ser daqui a alguns meses.
Os veículos se
movem graças ao motor a explosão, gastando combustível derivado do
petróleo ou etanol, mas, no futuro, tais combustíveis se tornarão
obsoletos graças ao motor a ar comprimido. Na verdade, o automóvel
movido a ar comprimido já existe e estaria em circulação, se não
fosse a indústria do petróleo que, combinada com a indústria do
papel (parceria informal dos dois "P") forma a principal coluna de
sustentação da economia mundial. Imagine-se o que seria de toda
euforia, expectativas e política em torno da jazida da camada
pré-sal, no Brasil, se o ar comprimido tomasse o lugar dos
combustíveis! Fala-se tanto contra a poluição provocada pelos
combustíveis fósseis, aos quais, teoricamente, cabe parte da culpa
pelo aquecimento global, mas o carro a ar comprimido é escondido, e,
mesmo a mídia, conhecendo-o, não divulga. Ainda na linha dos meios
de transporte, acidentes de trânsito se reduzirão ao mínimo,
futuramente, quando veículos se desacelerarão até à inércia,
automaticamente, em rota de colisão com qualquer obstáculo. Não se
sabe por que o dispositivo ainda não foi criado, pois tecnologia já
existe para isso! Deixando de lado o teletransporte (à semelhança do
realizado na série "Jornada nas Estrelas") que, segundo notícias,
teve sua possibilidade provada em laboratório, a grande revolução do
transporte se dará quando for possível o controle da força da
gravidade. Terá sua aplicação desde o deslocamento individual até às
viagens espaciais, para as quais tanto se gasta com a força de
empuxo para escapar à gravidade. Quanto à vida, além de correr menos
riscos no trânsito, a pessoa poderá ganhar garantias de melhor saúde
com dispositivo eletrônico junto ao corpo, que a manterá em conexão
permanente com central médica (clínica, hospital, etc.). À menor
condição anômala, terá instruções de como corrigi-la ou, em casos
mais graves, receberá socorro no local em que estiver.
Na área da
comunicação pessoa a pessoa, - internet à frente - muitas novidades
ainda virão, mas o resultado do já existente está nos movimentos
pró-derrubada das ditaduras nos países árabes. Daqui para frente,
político desligado da realidade do povo que se cuide!