OPORTUNIDADE PARA AS BANDAS

O projeto “Bandas de Cá” e 1º Concurso de Arranjos para Bandas de Música” é presente que cai do céu no colo da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, mesmo lhe cabendo tão somente o apoio logístico, o mínimo dela esperado para evento que coloca a cidade sob o foco da mídia. Embora tenham sede no município duas das mais antigas bandas (fundadas em 1856 e 1864) de Minas e do Brasil, a prefeitura não tem cumprido sua parte na preservação das bandas de música (atualmente em número de 10), como já vem fazendo outras municipalidades. Embora promessas tenham sido feitas por diversas vezes, as bandas de música ouropretanas há muito tempo não recebem repasses em recursos financeiros sob a alegação de inconstitucionalidade. No primeiro ano da administração anterior do mesmo prefeito, Angelo Oswaldo, cada banda recebeu verba no valor de R$5mil, cuja origem remontava à administração anterior (Mariza Xavier) que não a repassou em tempo. E este foi o único recurso recebido por elas no período de doze anos. Na administração anterior, também do Angelo Oswaldo, projetos apresentados por bandas e aprovados dentro da Lei Municipal de Incentivos Fiscais, caíram no vazio porque os recursos não foram liberados. Alegou-se que a lei continha falhas. Mas, oficialmente, as bandas nunca receberam qualquer comunicação. Uma das bandas recebeu sinal verde para a execução de seu projeto, mas às vésperas do evento, soube-se que o recurso não seria liberado como, de fato, não foi. O recurso só foi repassado oito meses depois. Em administrações anteriores, as bandas não receberam nem por serviços prestados. Mas o curioso é que a prefeitura não concede subvenções às bandas, sob a alegação de que é inconstitucional, mas assume compromissos em festas religiosas pelo pagamento das bandas participantes. A incoerência beira ao absurdo, pois eventos religiosos, com exceção do exigível da municipalidade (segurança, infraestrutura sanitária, iluminação, etc.), o restante dos custos é da obrigação dos promotores e organizadores do evento. E assim se fazia no passado. Promotores de eventos religiosos arcavam com todas as despesas.

 

Depois do Festival Ouropretano de Bandas - promoção do Museu da Inconfidência - do qual, em agosto passado, se realizou a oitava edição, o festival “Bandas de Cá” com o concurso de arranjos é o evento que pode despertar, no município, mais atenção das bandas de música com relação ao seu próprio desempenho. E também outra oportunidade, que PMOP tem de melhorar sua relação com as bandas, depois do frustrado encontro que a Associação das Bandas de Música do Município de Ouro Preto-ABAMMOP tentou com o então prefeito-reeleito, em 30 de dezembro de 2008. Na ocasião, pretendia-se iniciar diálogo que permitisse traçar caminho mais proveitoso para existência das bandas e manutenção da tradição musical na região, sob forte influência de Ouro Preto. Não houve a reciprocidade esperada e as dez delegações voltaram para casa sem qualquer esperança. Esperemos que este evento seja a porta para melhores condições de trabalho das bandas de música do município de Ouro Preto

Com ligeiro atraso, o evento "Bandas de Cá", especial encontro de bandas da Região dos Inconfidentes realizou a primeira parte da primeira etapa, em Ouro Preto. Apresentaram-se: Sociedade Musical Senhor Bom Jesus de Matosinhos/Ouro Preto, Sociedade Musical Santa Cecília/Passagem de Mariana; Sociedade Musical União Social/Cachoeira do Campo; Corporação Musical União Itabiritense/Itabirito; Banda Euterpe Cachoeirense/Cachoeira do Campo; Sociedade Musical São Gonçalo do Amarante/Amarantina; e Sociedade Musical 13 de Junho/ Santo Antônio do Salto. A primeira impressão sobre o projeto "Bandas de Cá" é que se trata do evento mais bem organizado em torno de banda de música e para banda de música, além de muito respeito aos músicos.    
Praça Tiradentes decorada como motivos relativos a banda de música e eventos dos quais mais participa, as festas religiosas no  interior mineiro      
A velha jardineira abriu o desfile com a banda "Curió de Minas"      
Sociedade Musical Senhor Bom Jesus de Matosinhos, a primeira a se apresentar.      

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