Ouro Preto a passos de tartaruga

                                                                                                                                         Pedro Alexandre de Paula*

Ouro Preto caminha a passos de tartaruga uma vez que o desenvolvimento se faz com planejamento, com trabalho e com atitude. O povo de Ouro Preto não aquenta mais essa política feita com demagogia daqueles que fazem do bom uso das palavras para enganar e ludibriar o nosso povo.
A comunidade do Alto da Cruz, Caminho da Fábrica, Padre Faria e Santa Cruz não aquenta mais tamanho o descaso político, comunidade essas que definem qualquer eleição, ou simplesmente agregam o maior colégio eleitoral da cidade, e no entanto são as menos prestigiadas com tamanho desleixo e esquecimento. O campo do caminho da fábrica já virou novela, o asfaltamento apenas promessa, o acesso horrível tendo em vista o desperdício gasto com o tampa buraco, que não resolve nada, caminhões despejam entulhos no meio da rua e nada é feito para solucionar esses problemas.
"
Ouro Preto nos lembra da Cidade do Nunca". Está na contra mão do desenvolvimento, parece que estamos voltando aos tempos dos bandeirantes, pois estradas não temos, parecem mais trilhas de tanto buracos, uma vez que temos que escolher o lugar para pisar e a todo momento corremos o risco de nos acidentarmos com torções de tornozelos e de joelhos devido ao péssimo estado de conservação.
Talvez os nossos representantes não vivam em nossa cidade, ou não transitam em veículos próprios por isso não fazem questão de observar o óbvio. 
Um exemplo de desperdício do dinheiro público foi a reconstrução da ponte do caminho da fábrica, ou seja, se fosse bem feita não precisaria de ser reconstruída e poderiam ter investido o dinheiro gasto na saúde, na educação, no laser e no esporte. Outro detalhe, o acesso à ponte está praticamente intransitável, pois aumentou-se o fluxo de veículos, caminhões pesados. Por outro lado, as residências sofrem rachaduras. Ou seja, não oferecem estrutura para o bom uso da ponte.
A saúde em 
Ouro Preto é uma lástima, quem tem dinheiro consulta quem não tem se vira.
A cidade de 
Ouro Preto está muito aquém daquilo que sempre ouvimos nos comícios diversos, a atual administração parece não fazer política para o povo e sim para si mesma; os vereadores não sabem quais são suas principais atribuições, se atentam a trabalhos sociais a quem os interessa com vistas aos próximos mandatos, ou seja objetivando o voto de cabresto como diz o ditado. 
É claro que existem pessoas de boa vontade, todavia pouco podem fazer diante de tantas barreiras imposta pelos mal intencionados.
É preciso que a atual administração tome uma postura digna porque o povo de 
Ouro Preto não merece tamanho descaso e desrespeito.
“Parece mentira as vezes sentimos saudades de alguns ex-prefeitos, que tanto foram mal falados por aqueles que hoje estão no poder e também continuam escrevendo torto em linhas retas.
A demagogia venceu as eleições, enganou o povo, e acha que está tudo bem. Provavelmente tem casa própria, apartamentos em outras cidades, um excelente plano de saúde ou recursos caso precise, educação e lazer de primeira qualidade. E o povo o que tem?
Povo de 
Ouro Preto, vamos exigir e não só lamentar, vamos cobrar os nossos direitos, vamos manifestar a nossa indignação, vamos nos organizar pois não merecemos, e a cidade de Ouro Preto não merece tamanho descaso. Está na hora de darmos oportunidades a novas caras, a novos objetivos e novas ideias e tentarmos sair desta situação de desprezo.
Vai aqui o meu agradecimento ao povo desta linda cidade, um povo humilde e humilhado por aqueles que deveriam agradecer ao invés de simplesmente ignorar. E lembre-se “figurinha repetida não completa álbum”
Este, é o meu descontentamento e também do povo de 
Ouro Preto em sua grande maioria com exceção daqueles que apoiam por terem algum privilégio. 

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Pedro Alexandre de Paula é Administrador Público Federal - especialista em Gestão Pública

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Transcrição IPSIS LITERIS

Era uma vez um projeto curumim que deu lugar a um galpão de reciclagem e hoje trouxe ratos, insetos e poluição visual.

 É fato que o mundo se rendeu ao processo de reciclagem, precisamente aos três Rs. Reduzir, reciclar e reutilizar. É sabido também que o processo de reciclagem movimenta milhões de reais, além de ser uma ação sócio ambiental, pois tem a finalidade de gerar emprego, renda e principalmente de proteger o meio ambiente. E é por isto que escrevo este artigo com um grande pesar, mas me conforto ao saber que o local também não é adequado para tal atividade, tendo em vista a localização, o aumento de surgimento de ratos e camundongos, os materiais expostos ao tempo, as crianças que utilizam este espaço para brincar, a poluição visual, o aumento de insetos na comunidade, dentre outros problemas providos de um depósito não planejado para este fim. E se ainda me lembro bem, ali naquele lugar seria o projeto curumim, projeto este que teria como foco um espaço para as crianças e jovens através da educação, cultura e laser. Não sei por que insisto em dizer que as comunidades do Caminho da Fábrica, Alto da Cruz, Padre Faria definem qualquer eleição em nossa cidade e são as mais esquecidas, não sei por que insisto em dizer que os políticos já estão “careca de saber” e não fazem nada para mudar esta situação. Provavelmente deve ser porque ao lado daquele lugar improvisado pela prefeitura para ser galpão de reciclagem está também uma quadra de futebol cheia de mato e com muros que servem para os usuários de drogas se esconderem, deve ser porque o mato ao redor não tem mais por onde espalhar está subindo nas telas de proteção, e ao redor daquilo que seria o projeto curumim onde funciona o galpão de reciclagem parece mais uma floresta de tanto mato. Provavelmente todo este descaso contribui para o impacto da poluição visual e principalmente o descontentamento de toda a comunidade. Este protesto não é só meu, é da comunidade como um todo, e este problema não é da reciclagem, muito menos dos profissionais que ali atuam com toda a dedicação e com certeza dando a sua contribuição para um mundo cada vez melhor através deste trabalho digno de aplausos. O ponto fraco dessa estória como todos podem observar não é a reciclagem nem os profissionais, é a localização desprestigiada pelos moradores a redor e por toda a comunidade local que se sentem incomodados. Onde está a secretaria de meio ambiente, onde está a secretaria de planejamento e gestão, onde está a secretaria de obras, onde estão os vereadores que nos representam. Será que mudou da cidade ou do bairro afinal nenhum deles moram mais lá. Onde está o prefeito da cidade também representante legítimo do povo. “Nós moradores do caminho da fábrica pedimos socorro”, tendo em vista o abandono pelo poder público, o problema é que não temos a quem recorrer estradas não temos o campo ainda é uma incógnita, ao redor da quadra parece mais um matagal, com o depósito, de reciclagem surgiram a poluição visual e também vieram os ratos e os insetos que podem vir a ser um caso de saúde pública, pois todo lixo que chega para ser selecionado primeiramente é jogado do lado de fora aos olhos de todos. Parece que o berço da liberdade nacional voltou a ser massacrado pelo abandono, pela covardia e pela a ignorância de quem devia realmente libertar o povo deste descaso público e de tamanha falta de respeito. Não se iludem povo ouro-pretano, hoje é o nosso bairro que está nesta situação amanhã pode ser o seu. E só para reforçar a memória ano que vem tem mais promessas, tem mais aperto de mão, tem mais demagogia, tem mais fingimento, tem mais sorrisos falsos e principalmente obras eleitoreiras.Bem feito para nós, enquanto ficarmos esperando de braços cruzados os poucos privilegiados nadam de braçadas, abram o olhos e também os ouvidos, pois quem tem olhos vejam e quem tem ouvidos ouça e grave para cobrar depois porque pior cego é aquele que não quer enxergar.

 

Pedro Alexandre de Paula

Administrador Público Federal

Especialista em Gestão Pública

Secretário da Ass. Moradores do Bairro Caminho da Fábrica - Ouro Preto-MG

 


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