PARÓQUIA  NOSSA  SENHORA  DA  CONCEIÇÃO

OURO PRETO

ARQUIDIOCESE  DE  MARIANA

 

CARTA ABERTA ÀS AUTORIDADES E IMPRENSA EM GERAL

 

            Há mais de 04 (quatro) anos, a comunidade do Bairro das Dores convive com o grande problema dos prejuízos e insegurança causada pelos atos de vandalismo, roubos dos cabos elétricos, depredações, ações ilícitas de naturezas diversas que motivaram a administração paroquial a promover vários encontros do Conselho Comunitário de Pastoral com Associação do Bairro das Dores, Prefeitura (Secretaria de Obras) e outras entidades em busca de soluções para este grande problema vivenciado pelos moradores.

            A Paróquia já se sentiu lesada, por diversas vezes, com os roubos dos cabos elétricos  e ameaças de arrombamento.

            A grande preocupação que move a Administração Paroquial não se prende apenas à proteção do bem patrimonial, mas principalmente da segurança das pessoas, moradoras do bairro nas adjacências da Capela das Dores.

            Estamos pedindo socorro às autoridades locais: Comando Geral da 8a. Cia da PMMG,  dos Poderes Judiciário, Legislativo, Executivo, do IPHAN, da Delegacia de Policia Civil, da Associação do Bairro das Dores, da Imprensa em Geral, no sentido de, juntos, encontrarmos uma solução para resolver, uma vez por todas, este grande problema.

            A Comunidade das Dores, hoje, não pode contar com a sua Capela para os atos religiosos, com os salões comunitários  para as reuniões do Conselho de Pastoral, da Associação de Bairro e nem com a Capela Velório, pois, todos estes ambientes estão sem energia elétrica e se situam em áreas de risco para a vida dos usuários.

 Esperando contar com a colaboração de todos e todas, pedimos que, por intercessão de Nossa Senhora das Dores, Deus a todos e todas abençoe.

 

                              Ouro Preto, 07 de julho de 2006

 

                                     Pe. Luiz Carlos César Ferreira Carneiro

                Pároco e Reitor do Santuário Nossa Senhora da Conceição

  

                                  Diácono Agostinho Barroso de Oliveira

                                            Diretor do Museu Aleijadinho

  

                               Maria de Fátima Reis da Costa Nascimento

                                          Coordenadora do CCP Dores

 

 

                                                      José Alves Martins

                       Provedor da Ordem Terceira Nossa Senhora das Dores

 

NNo que se refere à segurança pública, a sociedade chegou a um encruzilhada. De um lado,

a criminalidade que corre livre e solta, do outro lado as forças de segurança e o governo (em todos os níveis) inibidos. A carta era inimaginável há alguns anos, especialmente em Ouro Preto, onde o sagrado sempre foi respeitado, lembrando que furtos de arte e de imagens das igrejas sempre foi ligado a setores altamente especializados, estranhos à cidade e acobertados por poderosos economicamente. Hoje, não se sabe onde está o inimigo do bem comum e da tranquilidade. No momento em que esse pedido de socorro cai sob nossos olhos e o disponibilizamos na web, ouvimos informações sobre a segunda onda de ataques do crime organizado contra as forças de segurança e a sociedade civil em São Paulo. Por que isso acontece? Porque um dia, alguém detentor da responsabilidade de zelar pela manutenção da ordem deu o primeiro passo, afrouxando as rédeas que o Estado deve manter sobre a marginalidade. De modo semelhante ao que fazem organizações criminosas contra o lado são da sociedade nas grandes cidades, em comunidades menores marginais já se atrevem a cometer ações contra um bairro, impedindo serviços prestados pela Igreja. Por que isso acontece? Pelas mesmas razões ditas anteriormente. A carta retrata a situação em vive a sociedade com relação à segurança pública. A criminalidade avança e as autoridades competentes dizem que as ocorrências são de rotina e nada mais sério tem acontecido. Mas não é bem assim. O pedido de socorro da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição é prova de que o cerco da criminalidade se aperta. Reação firme e intransigente se faz necessária da parte da sociedade organizada, cobrando das autoridades o cumprimento de seus deveres constitucionais no que toca ao aspecto segurança. Há que sair da espera passiva por soluções sempre adiadas!

 

 
 
DOM BOSCO

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