Pilantragem política
contra-ataca
"Esse é o pior Congresso
da historia. A qualidade da representação cai a cada eleição, na
mesma medida em que aumenta o corporativismo dos parlamentares".
"Boa parte dos deputados chega ao Congresso graças a um grupo
específico de interesse e só defende os interesses deste grupo".
A contundência da
declaração faz lembrar feroz crítico político como autor, em
corroboração à opinião pública, que há tempos vem emitindo sinais de
que vê a classe política a se desviar de sua missão. E a atual
composição do parlamento é o fundo do poço onde despencaram a moral
e a credibilidades, esteios nos quais se deve apoiar a
representatividade popular recebida por meio das urnas. Os
sucessivos escândalos, desde meados do ano passado, as diversas e
inócuas CPIs a desaguar em nada, ou na descarada impunidade, tudo em
sincronia com interesses eleitoreiros cultivados para outubro
próximo, só fizeram rebaixar o nível em que o Congresso Nacional
estacionara.
A surpresa vem com a
atribuição dessa grave denúncia a um deputado; sim, um deputado
federal, segundo o publicado em importante veículo de comunicação.
Para nós outros, pobres mortais, dá o que pensar a natureza da
crítica e seu paralelismo com a opinião pública, considerando-se a
procedência do autor, o próprio meio criticado, notório pelo
corporativismo. Representantes do povo nunca aceitaram, mansamente,
críticas ao parlamento como um todo, debitando-as sempre à
"virulência" dos meios de comunicação. Emiti-las, e de forma tão
contundente, é um assombro. Confirma-se que a fumaça detectada há
mais tempo, pelo povo, era sinal de fogo a corroer as entranhas do
Congresso Nacional. Só faltavam as labaredas, que agora se mostram
com todo seu horror!
A hora é grave, sobretudo
porque em outubro teremos eleições, nas esferas estadual e federal,
para governador, presidente da República, assembléias legislativas e
Congresso Nacional. A lambança, que derrubou ministros e colocou o
presidente sob suspeita, teve sua arquitetura montada por, ou com a
colaboração de membros do Legislativo que, praticamente saiu
incólume, malgrado a indignação da sociedade. O corporativismo
imperante não dá sinais de recuo e, de acordo com a lógica nas
críticas do parlamentar, das urnas de outubro próximo poderá surgir
Congresso de qualidade inferior ao atual.
As reformas necessárias ao
aprimoramento dos sistemas partidário e eleitoral estão nas mãos dos
beneficiários. E, razão não há para que mudem o que lhes favorece.
Tudo caminha para a mesmice dos mesmos candidatos, os mesmos vícios
de campanha, os mesmos vícios políticos, tudo em direção a novos
escândalos com novos nomes, porém gerados com as mesmas canalhices,
vistas repetidas vezes em passado recente.
Agora, o temor de uma
reviravolta pelo VOTO ZERO, mobiliza os mesmos incorrigíveis na
tentativa de enganar o eleitorado, apregoando que VOTO NULO não
anula eleição.
Tentam mascarar a lei, que
o próprio TSE esclarece com pergunta e resposta no