NOVELA DA ESTAÇÃO RODOVIÁRIA DE CACHOEIRA DO CAMPO/OURO PRETO:

TÊM INÍCIO AS OBRAS

A novela da estação rodoviária e centro do artesão em Cachoeira do Campo/Ouro Preto-MG já virou piada de mau gosto, ou exemplo de como enrolar o povo, manipular a opinião pública, enquanto se empurram soluções de problemas com a barriga. Ao longo do tempo, por diversas vezes, a administração municipal anunciou pretensão de dar melhor destinação à área que a municipalidade detém em Cachoeira do Campo. Antes da estação rodoviária, a área localizada à direita da Rodovia dos Inconfidentes, sentido Ouro Preto/Belo Horizonte, logo depois da ponte do "Vai-e-Vem", seria aproveitada para se instalar entreposto dos produtores rurais, algo como mini-ceasa. Posteriormente, por pressão da opinião pública que há muito aponta a falta da estação rodoviária, a idéia do entreposto se converteu em acessório de projeto da estação rodoviária, para o qual verba federal já havia sido liberada. Ficou só na conversa. A essa altura, artesãos e comerciantes da pedra-sabão começaram a ocupar a margem de reserva da rodovia junto à área municipal, e, alguns mais espertos ocuparam parte desta e construíram lojas em alvenaria. A pendenga foi parar na Justiça e só terminou no início deste ano (2008), favorável à prefeitura. Como prática rotineira na administração pública brasileira, agora, quando pouco falta para se definirem as candidaturas às eleições municipais, têm início as obras do tão necessário e reclamado melhoramento, politicamente pré-explorado na proporção direta de sua falta à comodidade da população usuária do transporte coletivo. enrola-se o povo com conversa fiada nos primeiros e, no último ano da mandato, vêm as obras feitas a toque de caixa, para serem inauguradas pelo sucessor da mesma corrente política, ou paralisadas, se vencedora a oposição.

A placa diz que obra consumirá doze meses, descartando-se, portanto, sua entrega ainda dentro da atual administração.

 

 

Durante mais de um ano, tempo em que as obras estiveram paralisadas, várias conjeturas se levantaram em torno de suas verdadeiras causas. A "rádio peão" informava, ora, que a suspensão teria sido determinada pelo DNIT, ora que a causa estaria em embargo posto pela Fundação Estadual do Meio Ambiente-FEAM, por não ter o projeto considerado a proximidade com a margem esquerda do ribeirão Maracujá. Por várias vezes, a administração municipal anunciou o reinício das obras, mas não deu explicações sobre o porquê das obras paralisadas. E também não cumpriu com as promessas do reinício, até que no início de outubro de 2009, finalmente, o canteiro de obras voltou a se movimentar. O que causa estranheza, se verdadeiro um dos motivos ventilados, é o fato de obra pública ter início antes de o projeto ter aprovação em todos os órgãos aos quais está sujeito, ou, pior, ser embargada depois da devida aprovação. O fato é que toda a região de influência do distrito de Cachoeira do Campo, cuja população tem aqui a conexão de transporte para outros pontos do país, tem sido prejudicada com a política do empurrar com a barriga a solução de carência coletivas. Usuários do transporte coletivo se concentram em ponto, sem qualquer abrigo, sob risco de atropelamento por veículos (até carretas) em demanda do posto de abastecimento ao lado. Sol intenso, frio ou chuva, sem banheiros e sem onde se sentar são as condições impostas a usuários de todas as condições físicas. E é curiosa a situação, pois a vizinha cidade de Itabirito tem estação rodoviária, mas não tem passageiros, enquanto Cachoeira do Campo tem passageiros, mas não tem estação rodoviária. Em Itabirito, a prefeitura construiu a rodoviária em local errado e em Cachoeira do Campo a administração municipal ouropretana só fez promessas até agora. É bom registrar que as obras foram reiniciadas, mas do complexo formado por estação rodoviária e centro de artesanato, somente o prédio deste se levanta, por ora.

 

A placa da esquerda, fotografada no dia 11 de maio, levantou suspeitas quanto à vontade política de se construir a estação rodoviária, tão reclamada em Cachoeira do Campo. No dia 31 do mesmo mês, nova legenda foi pintada sobre a anterior, enquanto se levantavam as barracas de madeira. Na nova legenda o que seria estação rodoviária virou "terminal rodoviário". "Terminal", só quando aí findam as linhas de transporte, o que não é o caso de Cachoeira do Campo.

Da obra propriamente dita ainda não existe nada no local, com exceção de muito saibro transportado por caminhões

03.06.2008

Por enquanto estão em construção as instalações de apoio.

No dia 29 de junho o local das obras ainda estava assim

Conforme dito no texto inicial desta página, as obras não avançaram além disso que se vê, com exceção do estaqueamento em concreto em torno de trezentas estacas. Nem um palmo se levantou além da superfície. Às vésperas das eleições, as obras foram paralisadas e até o momento (21/02/2009) assim continuam; ou pior, cobertas de mato, conforme fotos a seguir

   
 

l

Os trabalhos foram reativados no início de outubro/09, mas, por enquanto só no que se refere ao Centro de Artesanato

 

Aqui se podem ver as primeiras lojas, quase no ponto de receber cobertura

 

   
     
     
     
     
 
 

             HOME            

lique aqui  para adquirircom foto de Ouro Preto

Adquira, leia, comente e divulgue o livro BANDA DE MÚSICA, a "Alma da Comunidade"    

Home***Quem somos*** cidade***Hotéis/pousadas***Distritos***Atualidades***Cultura***Notícias

Pau na moleira***Textos***Curiosidades***Manual de viagem***Links úteis***Pesquisa***Negócios***Fale conosco