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No dia 30 de abril de 2004, a prefeita Marisa Xavier inaugurou,
simbolicamente, o sistema de abastecimento de água, cuja captação é
feita no córrego do Funil. O complexo compreende uma estação de
captação seguida de uma elevatória que faz o bombeamento para a ETA
(Estação de Tratamento de Água), localizada no alto do morro defronte a
estação ferroviária do Funil (CVRD). Dessa estação cujo reservatório
tem capacidade para 1,2 milhão de litros, a água desce por
gravidade. Outros cinco reservatórios de 300 mil cada fazem a
distribuição para Cachoeira do Campo, Santo Antônio do Leite,
Amarantina e Glaura. O novo sistema cujo custo total foi de R$6,7milhões
(R$2,2 milhões por conta da municipalidade e R$4,5 do Governo do Estado)
é considerada a maior obra já realizada no município de Ouro Preto e a
mais importante da atual administração. A região compreendida pelos
distritos beneficiados assume o caráter de pólo natural de expansão
urbana, cuja conseqüência imediata será a queda da pressão por moradia
dentro da cidade de Ouro Preto. Com a implantação do novo sistema de
abastecimento, capacitado a atender 50 mil habitantes, já surgem rumores
da abertura de novos loteamentos na região.
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À frente do secretariado e de vereadores, a prefeita
Marisa Xavier discorreu sobre o desafio de executar a obra reclamada há
tanto tempo e sobre os percalços políticos enfrentados a partir da
licitação. A
música ficou por conta de coral integrado por alunos da rede municipal de
ensino |
Polêmica à parte, em razão dos
questionamentos políticos que suscitou, é inegável a importância da
obra, que corrige quebra de abastecimento em pontos e momentos definidos e
abre perspectivas de expansão urbana. A demanda por moradia é gritante
na sede municipal, porém impossível de ser atendida sem por em risco o
patrimônio histórico e o meio ambiente. Há muito se fala no estímulo
que necessita ser dado ao desenvolvimento da região centrada em Cachoeira
do Campo, para que a cidade de Ouro Preto possa cumprir seu destino de
pólo cultural e turístico, mas um dos entraves era justamente o
abastecimento de água. Todos os distritos da região, interligados por
estradas pavimentadas, providos de energia elétrica e comunicação
telefônica, tendem a formar um pólo de desenvolvimento econômico que,
em paralelo com mais ofertas no ramo imobiliário para fins residenciais,
aliviarão a pressão que hoje agride sítios históricos e provoca a
ocupação desordenada das encostas da cidade de Ouro Preto. No campo da
telefonia ainda é necessária a conurbação, ou seja, a integração de
todo o município como se fosse área urbana contínua. Hoje, uma
ligação telefônica para atrás do morro próximo ou na margem oposta do
córrego, requer interurbano. Isso onera sobremaneira o pequeno
empresário.

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