Terrorismo do 11
Como se não
bastassem os horrores da violência no varejo em todo o mundo, eis que a
bestialidade, por meio de um grupo de insanos, tem outro acesso de
fúria ao sacudir a Espanha e atingir todo mundo que segue a cartilha da
paz. Medo volta a ser o estado de espírito e pânico o comportamento de
muita gente, desde aquela manhã de 11 de setembro de 2001 em que o
sangue de milhares de vítimas inocentes, derramado em Nova Iorque,
arrancaram lágrimas da humanidade. Idéias totalitaristas misturadas
com fanatismo religioso e crueldade como tempero têm sido o modus
vivendi de grupos, que se auto-excluem da convivência dentro da
própria espécie, não se sabe até quando, porque ninguém sabe até
onde vai seu ódio e quais seus reais propósitos. A eliminação de uma
vida humana, deliberadamente, não importa o motivo, é ação, entre as
piores e destrutivas, para a qual nenhuma compensação há, mas, a
morte de tantos inocentes anônimos, porque alguém pensa diferente da
maioria, transcende os limites da compreensão. Não há nada que
justifique tanta crueldade! Nem outra do mesmo nível!
Tecidas essas
considerações em torno de matanças generalizadas, vamos a certas
curiosidades que cercam, tanto o atentado ao WTC, nos Estados Unidos,
quanto as explosões nos trens espanhóis.
Antes que se
conhecesse a mensagem, supostamente da Al-Qaeda, assumindo a autoria das
explosões, fortes indícios apontavam para a organização chefiada por
Osama Bin Laden. É claro que ao primeiro ministro espanhol não
interessava, em vésperas de eleições, ter que lidar com atos
terroristas de natureza retaliatória ao apoio dado por seu governo à
invasão do Iraque no ano passado. O eleitorado cobraria isso nas urnas;
e de fato cobrou. Como, em tese, políticos vendem até própria mãe
para conquistar ou se manter no poder, o primeiro ministro preferiu
atribuir a culpa ao ETA, organização que luta pela separação de uma
região da Espanha. Mas, evidências contra a organização de Bin Laden
eram fortes demais. Primeiro, a data: 11 de março de 2004 lembra 11 de
setembro de 2001. Dirão que isso é coincidência. Poderia ser, mas
contemos os dias de uma a outra data. São 911 dias. Exatamente a
leitura de "11 do 9" (onze de setembro) que, em inglês se faz
ao contrário. Reparem que o número 11 está sempre em evidência. As
explosões na Espanha somaram 10, mas teriam sido 11, se a carga de uma
mochila não tivesse falhado. Além da frieza e crueldade na matança,
por trás dos ataques há inteligência e um certo humor sádico; diria
que à semelhança do Coringa, vilão e oponente à dupla Battmann e
Robin das histórias em quadrinhos. Os serviços de inteligência devem
estar atentos às mensagens da Al-Qaeda, no original, pois é quase
certo que por meio de enigmas, a exemplo dos apresentados pelo Coringa,
haja indicação das próximas ações terroristas.
E toda a trama
terrorista está relacionada com o número 11. A escolha das torres
gêmeas do WTC não foi feita só por serem os prédios mais altos, mais
visíveis, e concentrarem escritórios das maiores multinacionais. Elas
formavam um gigantesco 11 a dominar a paisagem de Nova Iorque. E agora
vem a pergunta: por que o número 11? Também não foi escolhido
aleatoriamente. Na simbologia numérica, o 11 representa a usura, os
juros, a agiotagem, a força do dinheiro, o capitalismo, que a Al-Qaeda
diz combater, escudada na leitura mais radical do Corão. Organizados
como demonstram ser e dirigidos com inteligência, dificilmente serão
contidos esses terroristas. É uma pena tanto talento e força dirigidos
para o ódio, destruição e morte!