CRUZEIRO BI-CENTENÁRIO SOB ATAQUE DE VÂNDALO

Acometido de surto de exibicionismo diante de platéia composta, em sua maioria, por jovens, baderneiro investiu contra o cruzeiro de pedra, edificado em praça central de Cachoeira do Campo/Ouro Preto-MG

O fato aconteceu no primeiro fim de semana de fevereiro/2008, à noite, quando grande número de pessoas se concentram defronte bares e lanchonetes. Ao volante de seu jipe, ele imprimiu velocidade ao veículo, subiu os degraus da base e bateu contra o pedestal. O choque abalou o pedestal, quase o descolando da base, e a coluna da cruz se partiu, só não tombando devido ao peso.

O ato vandálico, além de crime contra o patrimônio público, pôs em risco a vida do próprio vândalo e de todos que se postavam ao redor do monumento.

Entretanto, ele saiu do local como se nada tivesse acontecido, pois não havia policiamento no espaço/tempo em que aconteceu o crime

O Cruzeiro de Pedra, erigido em 1799 nos limites da Praça Felipe dos Santos, em frente à igreja-matriz de Nossa Senhora de Nazaré, no distrito de Cachoeira do Campo é produto dos antigos artífices em cantaria, todo montado por meio de encaixes. No pedestal ele ostenta objetos do martírio de Jesus, esculpidos na pedra.

O impacto do veículo abalou o pedestal junto à base, quase provocando seu deslocamento Nesta foto, vê-se claramente a trinca formada na coluna da cruz, pouco acima do pesdestal A sequência de fotos mostra objetos do martírio de Jesus. São esculturas feitas no bloco de pedra, onde se encaixa a coluna vertical da cruz

A trinca vista na foto menor se estende na lateral no sentido vertical em direção ao alto. Na foto acima, percebe-se local, na trinca, de onde saltou lasca de pedra

Diante do risco de queda, que os primeiros enviados da prefeitura não viram, a comunidade pressionou até que foi feito o travamento da cruz com o cruzamento de peças de madeira. A única providência tomada até então tinha sido a instalação da tela, que impede a aproximação de pessoas junto à cruz, mas não impede sua queda sobre pessoas muito além do cercado. A situação do Cruzeiro de Pedra, após o incidente, é análoga à parte sã da sociedade brasileira, que se cerca de muros, grades, cercas elétricaS, e "carcereiros" (guardas e vigilantes), enquanto a banda pobre está solta e livre para fazer o que quer. O Cruzeiro de Pedra, vítima dessa mesma banda pobre, encontra-se enjaulado. Uma semana depois, por iniciativa da AMIC-Associação Cultural Amigos de Cachoeira do Campo, realizou-se no local manifestação de desagravo e de protesto. Note-se o oportunismo comunitário na faixa menor. Diante da falta crônica de água, desde meados de dezembro/2008, alguém se valeu da oportunidade para cobrar providência do prefeito Angelo Oswaldo

 
 
DOM BOSCO

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