Vereador ouropretano tem prisão preventiva decretada

Wander Albuquerque-PL vereador eleito pela colisão que elegeu a prefeita Marisa Xavier, mas hoje lhe faz oposição, está sendo procurado pela Justiça, pois é acusado de participação em receptação de pneus roubados. O roubo era efetuado por uma quadrilha especializada, que a polícia prendeu e recolheu à cadeia de Conselheiro Lafaiete. A prisão do vereador foi decretada pela Justiça em Conselheiro Lafaiete e solicitada em Ouro Preto no dia 18 de maio, mas parece que a divulgação  do decreto de sua prisão por uma rádio de Ouro Preto o alertou. Desde então, Wander Albuquerque está desaparecido e já faltou a duas reuniões consecutivas da Câmara Municipal de Ouro Preto. Se completar quatro faltas, pode ter o mandato cassado, independente do processo que responderá à Justiça. Embora o decreto de sua prisão tenha ocorrido há tantos dias,  os jornais da região nada divulgaram. Wander Albuquerque é ligado ao deputado estadual Alencar da Silveira, notório por sua atuação na área de jogos e loterias e que, recentemente, foi acusado de agressão por uma jornalista da TV Assembléia. Grande pressão está sendo feita para que o fato não seja divulgado pela imprensa. Coisas de Ouro Preto!...

19.06.04

Depois de um mês da decretação de sua prisão, o vereador Wander Albuquerque continua foragido, mas preveniu-se contra a cassação de seu mandato. Ao se completar a terceira reunião sem a sua presença, ele deu entrada, por meio de terceiros, de um pedido de licença por trinta dias. Os jornais da região nada divulgam e outros meios de comunicação são reticentes quando aos fatos. A suspeita de que ele já estaria no exterior não se confirmou. Segundo nota divulgada por jornal da cidade de Itabira-MG, que costuma circular na região, o ver. Jarbas Avelar, presidente da Câmara falou com o ver. Wander, que teria usado seu próprio celular. O contato foi feito para por o presidente ciente de que ele entraria com o pedido de licença. Mais ou menos duas horas depois, do contato a pessoa intermediária apresentou o requerimento assinado pelo ver. Wander Albuquerque.

Apresentação e declarações do ver. Wander

No início de julho/2004, o ver. Wander Albuquerque se apresentou à polícia em Conselheiro Lafaiete, onde ficou preso durante alguns dias. Segundo ele, em declaração a jornal de Ouro Preto, "ao retornar de uma longa viagem" apresentou-se à Justiça para saber o que havia contra si. Disse ele que, por sempre ter trabalhado no comércio de pneus, no ano passado recebeu  ligação de empresário (do Rio de Janeiro) seu conhecido com oferta para compra de uma carga de pneus. O vereador alega que apenas intermediou essa negociação com outros três empresários conhecidos seus, em Conselheiro Lafaiete. Entretanto, trinta dias depois ficou sabendo por intermédio de um dos empresários compradores dos pneus, que a Polícia, em investigação, concluíra que a carga era roubada. Wander Albuquerque disse, ter prestado esclarecimentos, espontaneamente, à Polícia, por duas vezes. Disse ainda que foi com policiais de Conselheiro Lafaiete ao Rio de Janeiro para localizar o empresário que vendera os pneus, tendo obtido dele a confirmação da transação. O mesmo empresário, do Rio, declarou ter adquirido a carga de um terceiro que, por sua vez teria trocado caminhões pelos pneus. Em suas declarações ao jornal, o vereador Wander acrescentou que depois disso a Polícia cometeu  uma série de  equívocos e atropelos, prejudicando o seu nome.  Os equívocos apontados pelo vereador são: o delegado pediu sua prisão preventiva e de dois outros dos empresários, deixando de fora justamente o empresário em cujos domínios teriam sido encontrados pneus armazenados. Devido a isso e diante da argumentação dos advogados, o juiz da Vara Cível indeferiu esse primeiro pedido. Segundo o vereador, a incoerência da Polícia ficou flagrante, pois em maio foi expedido mandado de prisão preventiva para os quatro, mas no caso dele, o motivo era de que estava a atrapalhar as investigações. Outro equívoco da Polícia, ainda segundo declarações do vereador, foi a prisão preventiva para supostos envolvidos em crime sem flagrante, que se somou ao fato de o caso ter sido enviado para a Vara Cível, quando o destino correto seria a Vara Criminal.

 

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