VII FESTIVAL OUROPRETANO DE BANDAS

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Conforme programação, teve início à noite de 09.08.08, o VII FESTIVAL OUROPRETANO DE BANDAS, promoção do MinC / IPHAN – Museu da Inconfidência, realizado em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Ouro Preto (PROEX-UFOP), Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Ouro Preto (ACIAOP), Associação das Bandas de Música do Município de Ouro Preto (ABAMMOP) e Rádio Província FM. Para a noite de abertura compareceram a Banda Euterpe Cachoeirense (Cachoeira do Campo/Ouro Preto-MG), a Corporação Musical Santa Cecília (Caeté-MG), e a Banda de Música Estrela de São João (Santa Luzia-MG). Sob a coordenação da musicóloga Mary Ângela Biason, cada um das três bandas fez o desfile em todo o perímetro da Praça Tiradentes e tomou seu lugar à frente do Museu da Inconfidência. Conforme sugestão da coordenação do evento, as bandas inseriram entre as peças apresentadas algumas obras do gênero processional, marchas festivas e marchas fúnebres.

No segundo dia, lamentavelmente, não tivemos o comparecimento da Corporação Musical Sagrado Coração de Jesus, da cidade de Nova Lima-MG. Tempo e espaço reservado a três bandas foram então distribuídos entre a Associação Musical Nossa senhora da Conceição da Lapa, do distrito de Antônio Pereira/Ouro Preto, e a Sociedade Musical Santaritense, do distrito de Santa Rita de Ouro Preto/Ouro Preto. Na programação a banda do distrito de Antônio Pereira figurava para se apresentar no último dia do festival, 24 de agosto. Ela acabou por se entender com a "Santa Cecília", de Rodrigo Silva, e foi feita a troca.

Embora em desuso, como em qualquer outra cidade, Ouro Preto também tem seu coreto. Quase não visto por quem visita a cidade,  dele não se lembram nem mesmo os ouropretanos. De estilo clássico, ergue-se no jardim fronteiriço à antiga estação ferroviária, tendo, no passado, abrigado bandas na recepção a passageiros da Central do Brasil em dias festivos, conforme era costume. As bandas não mais usam o coreto porque preferem estar no mesmo nível do público que a prestigia, mesmo que essa proximidade incomode um pouco. O tamanho diminuto dos coretos seria também empecilho, pois, as bandas cresceram em numero de componentes e, neles, não mais conseguem se acomodar. Entretanto, o coreto, assim como a banda, merece e deve ser preservado. Ele é símbolo de época e do romantismo então reinante.

 

 

                                      

 

   
 

Banda Euterpe Cachoeirense

(Cachoeira do Campo/Ouro Preto-MG)

 Banda de Música Estrela de São João

 (Santa Luzia-MG)

Corporação Musical Santa Cecília

(Caeté-MG)

 

 

Associação Musical N.Sra. da Conceição da Lapa

 ( Antônio Pereira/Ouro Preto-MG)

Sociedade Musical Santaritense

 (Santa Rita de Ouro Preto-MG)

 

 

No sábado seguinte, 16 de agosto, o VII Festival Ouropretano de Bandas prosseguiu com as apresentações da Sociedade Musical União Social (Cachoeira do Campo/Ouro Preto-MG) e da Lira Ceciliana (Prados-MG). Mais uma ausência ocorreu. Estava programada a apresentação da Associação Musical São José (Santana dos Montes-MG), que não compareceu e nem se explicou. E no domingo, apresentaram-se: Banda de Música Teodoro de Faria (São João del Rei) - Corporação Musical Divino Espírito Santo (Lamim) e Sociedade Musical Senhor Bom Jesus de Matosinhos (Ouro Preto). As bandas,com exceção de três, têm apresentado, conforme sugestão, peças para procissão (festivas e fúnebres). Entretanto, dentro das próprias bandas há resistências contra apresentação de marchas fúnebres, entendendo alguns que tal gênero só deve ser executado nas celebrações da Semana Santa e em funerais. Nada mais equivocado. Não ser usual a execução de peças fúnebres pelas bandas em concertos e retretas não significa impropriedade. Até aqui não se usava mas, daqui para frente, as bandas devem, sempre que possível, incluir tal gênero em apresentações de natureza neutra, ou seja, não vinculadas a eventos festivos e alegres. Se em enterros se tocam e se cantam músicas carnavalescas, por que em concertos bandas de música não podem tocar música fúnebre? É puro preconceito musical! Felizmente, a maioria assim não pensa e entende a necessidade de preservar tal gênero.

      Corporação Musical Divino Espírito Santo (Lamim)

 

Nota curiosa: O autor desta página, clarinetista integrante da S.M. União Social, tão concentrado estava na apresentação de sua banda que se esqueceu de fotografar as bandas daquela noite, ou pedisse alguém que o fizesse. Por isso não há fotos da S.M. União Social e da Lira Ceciliana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     Banda de Música Teodoro de Faria (São João del Rei)

Soc. Mus. Senhor Bom Jesus de Matosinhos (Ouro Preto)
 

 

 

 

 
 
 

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