Mais uma vitória na causa  do Dom Bosco

                                                                                                                                                                       Kátia Campos e Mauro Werkema

Ativismo político, social, ambiental é escolha pessoal, não é carreira, não é necessariamente degrau para nada. Não é campanha eleitoral, embora possa revelar talentos, como aconteceu com o presidente Lula, que seguiu carreira de forma brilhante. O grande Rui Barbosa considerava que ser servidor público eleito era posição de honra para qualquer cidadão brasileiro. Ainda é. Se a corrupção anda solta, no cenário nacional, não se pode culpar a cadeira pelo corrupto que se atreve a desonrá-la, sentando-se nela. Temos mais é o dever de despejar o indivíduo. Um dos caminhos é a via partidária, onde se apresentam e são indicados os candidatos a candidatos, até antes do voto final das urnas. Mas isso não é o caminho da maioria, embora fosse desejável que mais cidadãos de bem se filiassem a algum partido de sua escolha.

E o Dom Bosco? A causa do Dom Bosco é outro tipo de ação política coletiva, não eleitoral, não partidária, que visa apenas restituir um bem público ao patrimônio coletivo, sem benefícios pessoais. Todos os que ainda querem lutar para que isso venha a acontecer, podem participar, não há pré-requisitos, não há diferenças de qualquer natureza.

Sabemos que o processo judicial, pouco a pouco, tem obtido resultados altamente favoráveis. Estamos cada dia mais otimistas em relação ao desfecho, a favor da recuperação do prédio e terras para o patrimônio público, agora com a desistência formal dos empresários. Os projetos de transformação do prédio em hotel, o chacreamento e divisão das terras são assuntos superados, não existem mais. O Ministério Público anunciou a desistência total dos empresários. Ganhamos essa etapa, mas ainda não chegamos lá.

Por questões de maiores oportunidades e um conhecimento mais profundo das particularidades da questão, nós, signatários, temos tido o privilégio de ter um papel mais atuante em certos aspectos deste assunto. Outros tiveram peso igualmente relevante na divulgação do movimento, junto à sociedade, como o Guto de Cachoeira, Waldirene e Kuruzu. No espaço da Universidade, tivemos a atuação de Jaime Sardi e Jorge Brescia. O Sr. Nylton Batista deu um apoio inestimável à causa, criando um site, informando e fornecendo subsídios preciosos, assim como nosso colega Alex Borher.

Flávio Andrade, outro colaborador valioso, nos apoiou na divulgação e impressão dos boletins informativos, com o suporte da Câmara Municipal. O mesmo se pode elogiar na pessoa do promotor  Dr. Marcos Paulo de Miranda Gomes, cuja sensibilidade e notável espírito público reconheceram mérito em nossa reivindicação, onde muitos juristas do passado falharam.

Enfim, no campo institucional, esperamos uma manifestação  da UFOP, através do Sr. Reitor, reafirmando seu interesse no prédio e terrenos. Mas temos boas expectativas e aguardamos mudanças, daqui para a frente, pois cada dia parecemos estar mais próximos da realização do objetivo maior de um campus da UFOP em Cachoeira.

Nunca é demais lembrar que a contribuição do prefeito Ângelo  Oswaldo, prefeito da cidade, foi e tem sido decisivo nas vitórias que temos assistido no decorrer do processo. O posicionamento da Prefeitura em favor dos interesses e dos direitos da cidade, na questão do retorno da propriedade ao patrimônio público foi um divisor de águas, nesta questão, desequilibrando a balança, antes desfavorável, a favor da instituição de um campus da UFOP no D. Bosco. Não podemos esquecer que o residencial D. Bosco também consta da pauta futura de regularização fundiária, que deverá ser incorporada à malha urbana municipal, no final dessa luta. O Movimento D. Bosco É Nosso deve ao prefeito  Angelo Oswaldo relevante contribuição, que continua ativa, conquistando o envolvimento de outras instituições nacionais de grande prestígio, nessa causa ouropretana, por iniciativa pessoal do Sr. Prefeito.

Enfim, de uma simples assinatura a uma postura mais ponderável, entendemos que avaliar com justiça essa ou aquela contribuição ou preparar listas de reconhecimento é difícil e quase impossível, pois o que conta é a soma de todos, apoiados no alto valor da nossa causa. Assim, continuamos a contar com o apoio do povo de Ouro Preto, até que possamos dizer, finalmente, que o Dom Bosco pertence, de fato e de direito, para sempre, ao povo que o construiu.

Kátia Campos e Mauro Werkema

 

 
 

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