De Nova Iorque ao Rio no pedal

Brasileiro de nascimento, fotógrafo por profissão e ciclista por opção esportiva, Zé do Pedal se prepara para outra viagem, que desafia  a resistência física e padrões estabelecidos; tudo em nome da preservação das águas no planeta Terra.

 

De Viçosa-MG/Brasil, onde nasceu, José Geraldo de Souza Castro ganhou o mundo, montado sobre bicicleta. Primeiramente, em 1981, percorreu 22 países e chegou até a Espanha. Posteriormente, percorreu 117 mil quilômetros, passando por 54 paises ao redor do mundo; percorreu o Brasil de norte a sul, pedalando um velocípede de criança, façanha que fizera no Japão. Aí José Geraldo de Souza Castro, que desafiava a si próprio na realização de façanhas, virou "Zé do Pedal", cidadão do mundo, voltado para questões que preocupam a humanidade, como o uso da água e os cuidados para que, em condições satisfatórias, não falte para a manutenção da vida no planeta. Da bicicleta ele passou para o barco, mas continuou no pedal, pois o novo veículo usado é um pedalinho, no qual ele desceu o Rio São Francisco no transcurso da primeira metade do ano de 2002. Com isso ele iniciava preparativos para outra viagem, que pretende empreender em 2004, a partir da estátua da Liberdade, em Nova Iorque-EUA, para o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro-Brasil. A viagem deverá ter início no dia 22 de março, Dia Internacional das Águas, para percorrer 22 mil quilômetros, 15 países, durante cerca de dois anos. Os países por onde passará são: Estados Unidos, México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil. No Brasil, Zé do Pedal visitará as costas dos estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro.
O principal objetivo da empreitada marítima é conscientizar a todos sobre a necessidade de se manterem limpos os rios, lagos e oceanos do planeta. Com a viagem, Zé do Pedal quer chamar a atenção da sociedade organizada e dos governos para a necessidade de melhorar a qualidade das águas. Zé do Pedal é fotógrafo do jornal "Folha da Mata", de Viçosa. Por isso, já coleciona um acervo de 30 mil fotos e 800 horas de vídeo de suas viagens a tocar pedais, seja de bicicleta ou de pedalinho. O material deverá ser utilizado nas palestras a serem feitas nas cidades constantes do roteiro estabelecido entre Nova Iorque e o Rio de Janeiro.

As pessoas e empresas que quiserem colaborar com o projeto, podem escrever para: José Geraldo de Souza Castro, "Zé do Pedal" - Travessa do Castelo 80/101, Centro. CEP: 36570-000 - Viçosa – MG - Tele-Fax: (0xx31) 3891-2883 / Celular: (xx31) 9125-0383 E-mail: zedopedal@bol.com.br, nyrio2004@hotmail.com.


Leia o     DIÁRIO DE BORDO

Conforme comunicado recebido dia 4 de abril/2004

A viagem do Zé do Pedal  teve início no dia 22 de março (Dia Internacional das Águas), no Liberty Park. O clima não era mui favorável, pois os termômetros marcavam 2 graus negativos e os ventos alcançavam 50 quilômetros por hora. E logo nas horas da viagem, surgiram as primeiras dificuldades; não por parte da natureza ou de origem técnica, mas impostas pelo homem. Apesar de o barco estar equipado com tudo o que exige a segurança nesses casos, a Guarda Costeira americana cobrou dele outros equipamentos. Isso o obrigou a suspender, temporariamente, a viagem até adquirir os novos equipamentos cujo custo chega a 1.500 dólares.  Depois de campanha coordenada pelo jornalista Orlando Orkessler, do jornal Luso-Americano (Newark), Zé do Pedal cumpriu, em parte, as exigências da Guarda Costeira. Como ainda faltam alguns equipamentos, a Guarda Costeira determinou que ele continue a viagem usando apenas os canais de navegação, existentes até a Flórida, onde poderá conseguir mais apoio na aquisição do equipamento faltante. As pessoas ou empresas que quiserem colaborar financeiramente (qualquer quantia) para que ele possa comprar os equipamentos, podem depositar sua contribuição na CEF, conta 0086678-9 op 013 (poupança) ou entrar em contato pelo e-mail: zedopedal@zedopedal.com, nyrio2004@hotmail.com


Conforme comunicado recebido dia 13 de abril de 2004

A viagem de Zé do Pedal recomeçou em Chesapeake City, no estado de Delawere, depois de quatro dias, mas outras surpresas desagradáveis o esperavam. Percorridos apenas os primeiros quinhentos metros ele encontrou um corpo de mulher a boiar sobre as águas geladas do Rio Elke, o que lhe causou atraso de quatro horas, consumidas no aguardo da Guarda Costeira por ele acionada e conseqüente depoimento.Vencidas as dificuldades, Zé do Pedal prosseguiu viagem, enfrentando fortes ventos e chuvas constantes. O contraste entre beleza da natureza  e o resultado do comportamento humano era brutal. Lixo de toda sorte se espalhava (pneus de trator, cadeiras quebradas, barcos abandonados, televisão, geladeira, garrafas plásticas, etc). Apos um forte temporal que durou quase duas horas, o barco bateu contra uma pedra e quebrou a hélice, o que diminuiu bastante o ritmo da viagem.. Zé do Pedal foi bem recebido na Marina Gratitude, Rock Hall, cujo gerente ofereceu todo apoio logístico para a reparação do barco. Apos um contato com o gerente da PROPISH, Dayle Groberg, (fabricante do barco) o mesmo se comprometeu em mandar duas novas hélices para o barcoDurante sua permanência em Rock Hall, Zé do Pedal esta hospedado no veleiro de bandeira sueca “Isabelle”, cuja tripulação: Bosse Johansson (capitão), John Ekstrom e Magnus Andersson farão na próxima semana uma viagem pelo oceano Atlântico ate a Suécia. A viagem, de 9.000km, deve durar 20 dias. Ainda faltam ser comprados alguns equipamentos, sem os quais, apos a Florida, o ciclista não poderá seguir viagem. As pessoas ou empresas que quiserem colaborar financeiramente (qualquer quantia) para que ele possa comprar os equipamentos, podem depositar sua contribuição na CEF, conta 0086678-9 op 013 (poupança), agencia 0164, ou entrar em contato pelo e-mail: zedopedal@zedopedal.com   O barco que esta sendo utilizado na viagem, um modelo “GlasSkipper”, foi doado pela empresa americana Prophish da cidade de Woods Cross, no estado de Utah www.prophish.com   Seus flutuadores são feitos de fibra de vidro e o seu interior tem armação de alumínio naval, recheado de esponja de poliuretano, mede 4.50 de comprimento por 2.10 de largura com peso total de 70 kg que suporta 286 kg de carga. A velocidade de cruzeiro do barco, é 10 km por hora, permitindo um deslocamento limpo e não poluente para que possa ser usado de forma ecologicamente correta


Comunicado do dia  24de agosto de 2004

Depois de 156 dias e pedalar mais de 2800 km em seu barco a pedal, denominado LIBERDADE desde que saiu de Nova York dia 22 de marco ultimo, o ciclista, ambientalista e fotografo brasileiro Jose Geraldo de Souza Castro (47) “Zé do Pedal” finalmente chegou em Stuart (Florida), ultima cidade da costa leste Americana terminando assim a primeira etapa de sua viagem “Da Liberdade ao Cristo”, percorrendo 23.000 km da costa atlântica de 15 paises da América do Norte, Central e do Sul com previsão de chegada ao Brasil em junho de 2006. Zé do Pedal foi recepcionado no píer da Marina Finest Kind, (http://www.finestkind.net ),  pelo proprietário Joe Lehner, as 10am (hora local). A saída, que contou com a presença do embaixador, Julio César Gomes dos Santos (Cônsul do Brasil em Nova York), foi desde a rampa de lançamento de barcos do Liberty park (parque da Liberdade), sobre o Rio Hudson aos pés da Estatua da Liberdade em Nova York, até o oceano atlântico. Posteriormente, Zé do Pedal seguiu pela Intracoastal Waterway, que é composta de diversos canais (e rios) de navegação e passa por diversos estados, abrangendo uma infinidade de ecossistemas, lugares paradisíacos, bahias, rios no meio de extensas florestas e pântanos, com uma rica e variada flora e fauna, passando por cidades e vilas históricas, como: Anápolis, Charlestown, Beaufort, San Augustin (a primeira cidade dos Estados Unidos) e lugares que serviram como campos de batalha, como por exemplo, a guerra civil americana. De acordo com o ciclista, a beleza da paisagem e a variedade de fauna encontrada (Cavalos selvagens, veados, jacarés, borboletas, gaivotas, águias, falcões, gansos, pelicanos e dezenas de outros pássaros. Peixe-boi, golfinhos, raias, tartarugas marinhas) contrasta com a quantidade de lixo encontrada nas margens dos diversos canais de navegação: a variedade de lixo que encontrei, e uma coisa de doido: aparelhos de televisão, geladeira, sofá, ar condicionado, motor fora de borda, barcos, Mangueira, Pneus (um completamente montado…e novo), Flecha, Vasilhames de Óleo, Garrafas Plásticas (das mais diversas cores e tamanhos), Garrafas de Vidro, e ate…BALOES DE ANIVERSARIO CHEIOS…Incrível absurdo: ate um velho trailer (casa rodante) encontrei. Porem, o que me causou mais espanto foi haver encontrado o co! rpo de uma mulher flutuando nas geladas águas do Rio Elke. “Acionei a Guarda costeira através do radio de comunicação, e apos 4 horas esperando o resgate, fazer levantamento do corpo e prestar depoimentos ao oficial Kevin M Kuhn, fui dispensado para seguir viagem. (Posteriormente, o oficial Kevin me informou, através de um e-mail, que o corpo era de uma mulher que havia suicidado,atirando-se da ponte existente na Rota 1, sobre o canal Chesapeake e Delawere)”.O ciclista vem realizando palestras em escolas, Lions Club (Jose e membro do Lions Clube de Viçosa – MG -Brasil) e outros clubes de serviço, tendo já falado para mais de 800 pessoas, sempre mostrando fotos de lixo que ele tem encontrado nas margens das praias e canais de navegação. “Isso (as fotos) ajuda a conscientizar um pouco mais as pessoas, e cria um impacto muito forte nas crianças, o que ajuda bastante o meu trabalho de criar nelas (as crianças) uma real consciência ecológica, para assim, termos no futuro um planeta mais limpo e em melhores condições do que agora”.O barco e um modelo “Glas Skipper” cujos flutuadores foram feitos de fibra de vidro tendo em seu interior uma armação de alumínio naval, recheado de esponja de poliuretana, medindo 4.50 de comprimento por 2.10 de largura com um peso total de 70 kg, suportando 286 kg de carga tendo também um teto de lona, para proteger o ciclista das intempéries., construído especialmente para a viagem pela empresa Americana PROPHISH (www.prophish.com) da cidade de Woods Cross (Utah) esta respondendo bem, superando minhas expectativas em relação ao mesmo. O barco, que foi batizado com o nome “LIBERDADE”. “Uma homenagem aos sonhos de todos aqueles que, como eu, sabem que as fronteiras do mundo são apenas uma situação geográfica.! Que o longe, e “logo ali”, e que a palavra impossível, e apenas um vocábulo dos incrédulos que não ousam transformar seus sonhos em realidade”. Declarou Zé.

“Os únicos problemas sérios ate agora, foi quando eu consegui quebrar a hélice do barco ao bater em uma pedra e alguns pequenos rachados no casco devido a constantes golpes do mesmo contra os cais onde paro algumas vezes para dormir. Comentou o ciclista, informando ainda que os principais problemas estao sendo as constantes chuvas com trovoadas e relampagos, principalmente a noite”. Em New Smirna Beach, Zé do Pedal foi recepcionado pelo empresário Buddy Davenport, que ofereceu ao ciclista um jantar em comemoração aos primeiros 10% da viagem. O ciclista aproveitou a hospitalidade de Buddy Davenport para esperar passar uma tormenta tropical perto do Kennedy Space Center (Porto Canaveral), que inclusive atrasou o lançamento do foguete “Messenger”, que fará uma viagem orbital de 4.9 bilhões de milhas ate chegar ao planeta Mercúrio e coletar dados sobre a composição geológica e atmosférica do mesmo, e esperar também o furacão Alex se acalmar. O furacão estava em formação nas “Carolinas” com ventos de ate 100km por hora. “Apesar do furacao estar a 100 milhas ao norte de onde eu estava, achei mais prudente esperar ele se acalmar pois não queria ser pego de surpresa”. Comentou Zé.

Posteriormente, o ciclista teve que parar em Titusville, para esperar passar o furacao Charles, que matou quase uma centena de pessoas e deixou milhares de desabrigadas. "O olho do furacao passou exatamente onde eu havia deixado o barco, causando alguns estragos em sua estrutura, por sorte, foi apenas isso, e pude continuar a viagem depois que o furacao passou” Outro problema, que atrasa bastante a viagem, e o constante vento sul e a correnteza. “O vento sul, geralmente com velocidade entre 20 e 30 km por hora, sempre bate direto em minha cara, empurrando o barco de volta”. Comentou Zé. Também cruzar grandes rios, como o Potomac e o Saint Jones atrasa a viagem, pois tenho que esperar a maré certa para cruzar, evitando assim ser arrastado para dentro do mar”. Finalizou Dayle Groberg, presidente da PROPHISH, fabricante do barco, informou que o motivo pelo qual eles aceitaram participar do projeto e porque acreditam, assim como Zé do Pedal, que o mundo precisa estar ciente da necessidade da manutenção das fontes de água do planeta e fazer um chamado a comunidade internacional, lembrando da necessidade de reduzir o desperdício e a poluição de nossas preciosas fontes de água no mundo. O ciclista comentou ainda que se encontra bastante admirado da receptividade do povo americano. “Durante todas as vezes que tive oportunidade de visitar os Estados Unidos, eu nunca havia sentido tanto a generosidade e a amizade do povo norte americano. Hoje, quando passo na beira dos cais, as pessoas me cumprimentam, convidam para dormir, comer e algumas até rezam por mim, o que aumenta a minha felicidade. Estou tendo oportunidade de ter um contato mais pessoal com eles, conhecendo mais de perto sua cultura e sua maneira de ser”. O momento que mais marcou o ciclista, foi quando ele recebeu de um funcionário da Marina Gratitude um remo de presente. “Ao dar minhas primeiras pedaladas, de repente me veio a memória o seu Colo, em um longínquo dia de marco de 2002, no “Velho Chico”, quando ele disse (com toda sua experiência de meio século de rio São Francisco): “Leve este remo meu filho, você vai precisar muito dele”. Naquele momento, bateu uma saudade do velho barranqueiro. Saudades de suas historias e de seus causos. Lembrei quando vi seus olhos encherem de lagrimas quando falava com saudades de seu velho amigo: seu“Velho Chico”. Foi um momento muito especial. Ze do Pedal deixara o barco aqui, e passara uns dias em Miami, tentando conseguir algum patrocínio para comprar alguns equipamentos exigidos pela guarda costeira América. O telefone de Jose enquanto ele estiver nos  Estados Unidos e: (386)314-9012. As pessoa que queiram  entrar em contato por e-mail podem  escrever para: nyrio2004@yahoo.com  A pagina do ciclista na internet e: www.zedopedal.com, www.prophish.com


 

Nota recebida dia 7 de setembro de 2004.

FURACÃO ATRASA VIAGEM DE ZÉ DO PEDAL

 

O ciclista, ambientalista e fotografo brasileiro Jose Geraldo de Souza Castro (47) “Zé do Pedal”, que esta percorrendo 23.000 km da costa atlântica de 15 paises da América do Norte, Central e do Sul com previsão de chegada ao Brasil em junho de 2006, chegou hoje a Clewiston (Lago Okeechobee, Florida Central), onde ficara ate o sábado esperando a passagem do furacao Frances, que devera atingir a região na noite de sexta feira.

O furacao deve atingir Clewiston com ventos de quase 200km por hora..O ciclista buscara, na tarde de hoje (quinta feira) refugio em alguma escola da cidade.O barco já esta ancorado na marina"Roland&Mary Am Martins Marina and Resort.Este e o segundo furacao que o ciclista enfrenta nesta viagem. O primeiro foi o Charles, que pegou o ciclista em Cabo Canaveral.

 O telefone de Jose enquanto ele estiver nos  Estados Unidos e: (386)314-9012. As pessoa que queiram  entrar em contato por e-mail podem  escrever para: nyrio2004@yahoo.com  A pagina do ciclista na internet e: www.zedopedal.com, www.prophish.com

PROJETO “DA LIBERDADE AO CRISTO”

* Os 15 países que serão percorridos: Estados Unidos, México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil.

* Os Estados brasileiros que serão percorridos: Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro.

* Quilometragem total: 23.000 Km

·        Duração: 2 anos

As primeiras fotos da viagem estão no site:

http://www.aldeiadigital.net/coberturas/viajantesolitario/page_


NOTA RECEBIDA DIA 6 DE OUTUBRO DE 2004

 

(transcrita conforme recebida)

 

Depois de enfrentar 4 furacões (Alex, Charley, Francis e Jeane) e com a aproximação de um novo inverno no Hemisfério Norte, o ciclista, ambientalista e fotografo brasileiro Jose Geraldo de Souza Castro (47) “Zé do Pedal”, que esta fazendo uma viagem em um barco a pedal desde Nova York ate o Rio de Janeiro percorrendo 23.000 km da costa atlântica de 15 paises da América do Norte, Central e do Sul com previsão de chegada ao Brasil em junho de 2006, decidiu excluir os seguintes estados Americanos de seu roteiro inicial Alabama, Mississipi, Louisiana (todos estes estados no Golfo do México.
De acordo com o ciclista, que já pedalou mais de 2800 km em seu barco a pedal, denominado LIBERDADE desde que saiu de Nova York dia 22 de marco ultimo, “foi muito difícil tomar esta decisão, porem, devido a que esta temporada de furacão foi a pior dos últimos 20 anos (apenas o furacão Jeane causou mais de 1000 mortes, arrasou as Ilhas Grenada produzindo bilhões de dólares em prejuízo e deixando centenas de milhares de pessoas desabrigadas. Este furacão foi de categoria 4, com ventos de mais 200km por hora) e esta parte da viagem que inclui os estados da parte sul dos Estados Unidos e uma área muito desprotegida e em certos lugares, eu teria que passar ate uma semana ate chegar em um lugar seguro, me transformando em um alvo fácil no caso de um novo furacão. Outro problema que pesou na minha decisã! o de abortar esta parte da viagem, e a aproximação de um novo inverno aqui nos Estados Unidos”. Relatou o ciclista informando ainda que devido aos 3 furacões, ele percorreu menos de 300km em 40 dias. “em cada furacão eu tinha que parar, tentar encontrar um lugar para deixar o barco (o que não era fácil, pois nenhuma marina queria ter a responsabilidade sobre o mesmo) e depois conseguir refugio em um lugar seguro para mim.
Zé do Pedal interrompeu a viagem depois de haver cruzado o Lago Okachobee, na Florida Central, perto do Golfo do México, na cidade de Clewiston, e devera recomeçar na cidade de Browsville, no Texas.
O barco que o ciclista esta usando e um modelo “Glas-Skipper” cujos flutuadores foram feitos de fibra de vidro tendo em seu interior uma armação de alumínio naval, recheado de esponja de poliuretana, medindo 4.50 de comprimento por 2.10 de largura com um peso total de 70 kg, suportando 286 kg de carga tendo também um teto de lona, para proteger o ciclista das intempéries... construído especialmente para a viagem pela empresa Americana PROPHISH (www.prophish.com) da cidade de Woods Cross (Utah) esta respondendo bem, superando minhas expectativas em relação ao mesmo. O barco, que foi batizado com o nome “LIBERDADE”, e “uma homenagem aos sonhos de todos aqueles que, como eu, sabem que as fronteiras do mundo são a! penas uma situação geográfica. Que o longe, e “logo ali”, e que a palavra impossível, e apenas um vocábulo dos incrédulos que não ousam transformar seus sonhos em realidade”. Declarou o ciclista vem realizando palestras em escolas, Lions Clube (Jose é membro do Lions Clube de Viçosa – MG -Brasil) e outros clubes de serviço, tendo já falado para mais de 800 pessoas, sempre mostrando fotos de lixo que ele tem encontrado nas margens das praias e canais de navegação por onde passa. “Isso (as fotos) ajuda a conscientizar um pouco mais as pessoas, e cria um impacto muito forte nas crianças, o que ajuda bastante o meu trabalho de criar nelas (as crianças) uma real consciência ecológica, para assim, termos no futuro um planeta mais limpo e em melhores condições do que agora”.
As pessoas que quiserem entrar em contato com o ciclista podem escrever para: nyrio2004@yahoo.com A pagina do ciclista e: www.zedopedal.com, e o telefone, nos Estados Unidos, e (386)314-90-12
PROJETO “DA LIBERDADE AO CRISTO”
* Os 15 países que serão percorridos: Estados Unidos, México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil.
* Os Estados brasileiros que serão percorridos: Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro.
Quilometragem total: 23.000 Km
Duração: 2 anos

 


Migração Mexicana causa problema a ambientalista

                                                                                            David Davila

                                                                                                             (j_d_davila@hotmail.com)

 

Matamoros – México: O conhecido atleta e ambientalista brasileiro, José Geraldo de Souza Castro, 47, encontra-se desde o ultimo dia 17 de dezembro nesta cidade com um único objetivo: convencer ao chefe de migração que lhe prorrogue o prazo de 30 dias que lhe deram para estar no México.

O ambientalista brasileiro está fazendo um percurso de 23.000 kms pela costa atlântica do continente americano desde Nova York ao Rio de Janeiro em um barco a pedal passando por 15 paises da América do Norte, Central e do Sul.

O tempo de duração desta viagem será de 2 anos e meio.

Castro tinha planejado começar ontem, terça 28 de dezembro,  seu percurso de 3.000kms pela costa mexicana. Lamentavelmente, o responsável pela migração não quis prorrogar sua estadia. Por este motivo ele terá que viajar até a fronteira sul, (a estadia dele é de Transmigrante, ou seja, tem que cruzar o país, não pode sair por qualquer fronteira) entrar na Guatemala, e voltar ao nosso pais em uma viagem de mais de 6.000kms, que custara tempo e dinheiro (aproximadamente 400 dólares). Tudo isso pela falta de consciência e capricho de um funcionário Federal.

Castro informou que havia enviado um correio eletrônico a embaixadora do México em Brasília (capital do Brasil) e ao embaixador de seu pais na capital mexicana. "me chamaram da embaixada mexicana em Brasília informando-me que Lamentavelmente eles não tinham como ajudar-me, quanto a embaixada brasileira, eu ainda não tive nenhuma resposta".

 “É lamentável a atitude deste senhor. Lamentavelmente nada posso fazer agora, a não ser ir ate a fronteira do México com a Guatemala, e fazer um novo ingresso ao país. Não tem problema vou ate o sul e voltarei a Matamoros para continuar meu projeto. A atitude dele não vai baixar meus ânimos, pelo contrario, me darão forças para levar a um bom termino minha viagem”. Disse Castro, acrescentando que “esta situação não muda em nada meu carinho e respeito ao nobre povo mexicano. É a quinta vez que visito a este lindo país e sempre me trataram bem”.

Durante seu percurso, Castro vem realizando conferencias sobre meio ambiente em escolas com o tema: Poluição: Problema fundamental da água no planeta. Não cobra por suas conferencias e sobrevive de patrocínios de pessoas e empresas.

Em seu recorrido desde Nova York já tirou mais de 2000 fotografias. Fotografia que ele usa em seu lap top, para realizar suas conferencia.

Na ultima segunda feira, depois da nevada de natal, quando nossos termômetros registraram 2 graus abaixo de zero, Castro mostrou seu outro lado: doou, em nome do Lions Club de Vicosa (sua cidade) 120 quilos de roupa para Caritas Internacional de Matamoros, para que aquela instituição filantrópica doara aos mais necessitados.

Se alguma autoridade deseja entrar em contato com ele, seu telefone em Matamoros é: 868-1290747


Zé do Pedal faz apelo a seqüestradores de brasileiro

 O ciclista e ambientalista brasileiro José Geraldo de Souza Castro, 47, mais conhecido como “Zé do Pedal” que está realizando uma viagem em solitário, de Nova York ao Rio de Janeiro em um barco a pedal, margeando toda a América Central, a costa Leste dos Estados Unidos e da América do Sul, percorrendo 23.000km, denominada “DA LIBERTADE AO CRISTO”, fez um apelo aos seqüestradores do engenheiro brasileiro João José Vasconcelos Junior.

O apelo foi feito através do site da televisão do Katar Al Jazeera (www.aljazeera.net).

Zé do Pedal, em seu apelo, informou que o brasileiro é um povo pacifico que inclusive saiu as ruas contra a guerra no Iraque, e que, politicamente o sequestro do brasileiro não influenciaria em nada.

“Faço este apelo em nome daqueles que acreditam em mundo melhor e sem violência: o povo brasileiro” Concluiu o ciclista


Comunicado recebido em 16.03.2005

O ciclista, ambientalista e fotógrafo brasileiro Jose Geraldo de Souza Castro (47) “Zé do Pedal”, que esta fazendo uma viagem em um barco a pedal desde Nova York ate o Rio de Janeiro percorrendo 23.000 km da costa atlântica de 15 paises da América do Norte, Central e do Sul com previsão de chegada ao Brasil em junho de 2006 estará cruzando amanha, quinta feira, o Tropica de Câncer.

De acordo com o ciclista, a viagem esta transcorrendo tranqüila e salvo algumas tempestades que atrasa um pouco a viagem, tudo esta dentro do programado.

Ainda de acordo com o ciclista o mesmo vem encontrando muito lixo nas praias “estou passando por quase 300km de praia deserta, e ainda assim encontro bastante lixo, como trator, partes de automóveis, tanques de gás, tanques de gás de freon e ate a asa posterior de um caça americano encontrei”.

O barco que o ciclista esta usando e um modelo “Glas-Skipper” cujos flutuadores foram feitos de fibra de vidro tendo em seu interior uma armação de alumínio naval, recheado de esponja de poliuretana, medindo 4.50 de comprimento por 2.10 de largura com um peso total de 70 kg, suportando 286 kg de carga tendo também um teto de lona, para proteger o ciclista das intempéries... construído especialmente para a viagem pela empresa Americana PROPHISH (www.prophish.com) da cidade de Woods Cross (Utah) esta respondendo bem, superando minhas expectativas em relação ao mesmo. O ! barco, que foi batizado com o nome “LIBERDADE”, e “uma homenagem aos sonhos de todos aqueles que, como eu, sabem que as fronteiras do mundo são apenas uma situação geográfica. Que o longe, e “logo ali”, e que a palavra impossível, e apenas um vocábulo dos incrédulos que não ousam transformar seus sonhos em realidade”. Declarou o ciclista vem realizando palestras em escolas, Lions Clube (Jose é membro do Lions Clube de Viçosa – MG -Brasil) e outros clubes de serviço, tendo já falado para mais de 800 pessoas, sempre mostrando fotos de lixo que ele tem encontrado nas margens das praias e canais de navegação por onde passa. “Isso (as fotos) ajuda a conscientizar um pouco mais as pessoas, e cria um impacto muito forte nas crianças, o que ajuda bastante o meu trabalho de criar nelas (as crianças) uma real consciência ecológica, para assim, termos no futuro um planeta mais limpo e em melhores condições do que agora”.

As pessoas que quiserem entrar em contato com o ciclista podem escrever para: nyrio2004@yahoo.com A pagina do ciclista e: www.zedopedal.com, www.zedopedal.org  e o telefone no México, e 00xx52-868-1290747

PROJETO “DA LIBERDADE AO CRISTO”

* Os 15 países que serão percorridos: Estados Unidos, México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil.

* Os Estados brasileiros que serão percorridos: Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro.

Quilometragem total: 23.000 Km

Duração: 2 anos


 Comunicado de 5 de abril de 2005

 

Zé do Pedal termina etapa mais dificil do Golfo do Mexico

 

O ciclista, ambientalista e fotografo brasileiro Jose Geraldo de Souza Castro (47) “Zé do Pedal”, que esta fazendo uma viagem em um barco a pedal desde Nova York ate o Rio de Janeiro percorrendo 23.000 km da costa atlântica de 15 paises da América do Norte, Central e do Sul com previsão de chegada ao Brasil em junho de 2006 chegou na manha de ontem, 31 de marco, ao porto de Tampico, no estado mexicano de Tamaulipas, terminando assim os quase 500km da etapa mais dificil de sua viagem na parte mexicana.

Durante a travesia que durou quase 45 dias entre Playa Bagdad (Matamoros, fronteira Mexico/USA) ate o Porto de Tampico, Zé do Pedal enfrentou 14 NORTES (ventos do Norte de ate 80kmh) e a mesma quantidades de SURADAS (ventos do Sul com velocidades identicas). O ciclista tambem encontrou, durante os dias, centenas de golfinhos, tartarugas, marlins, gaivotas, etc...Ja em terra, encontrou Escorpioes, Tarantulas e cobras cascavel...

De acordo com o ciclista estas tempestades atrasam bastante a viagem, ¨porem agora que vou entrar na Laguna Tamiahua, no estado de Veracruz, a viagem vai render um pouco mais, pois vou ter bastante aguas tranquilas, principalmente quando eu passar da capital do estado¨ declarou o ciclista, quem foi recepcionado em Tampico por dezenas de jornalistas dos diversos meios de comunicacao da cidade portuaria.

O ciclista deve aproveitar o fim de semana e o temporal (esta passando outro NORTE pela regiao) para fazer alguns ajustes no barco e deve seguir viagem segunda feira pela manha.

As pessoas que quiserem entrar em contato com o ciclista podem escrever para: nyrio2004@yahoo.com A página do ciclista e: www.zedopedal.com, www.zedopedal.org, e o telefone no México, é (00xx-52-8681290747)

PROJETO “DA LIBERDADE AO CRISTO”

* Os 15 países que serão percorridos: Estados Unidos, México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil.

* Os Estados brasileiros que serão percorridos: Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro.

Quilometragem total: 23.000 Km

Duração: 2 anos e meio


Comunicado de 27 de abril de 2005

 

Ze do Pedal naufraga no Golfo do Mexico

 

O ciclista, ambientalista e fotografo brasileiro Jose Geraldo de Souza Castro (47) Ze do Pedal que esta fazendo uma viagem em um barco a pedal desde Nova York ate o Rio de Janeiro percorrendo 23.000 km da costa atlantica de 15 paises da America do Norte, Central e do Sul com previsao de chegada ao Brasil em junho de 2006 naufragou na ultima segunda feira perto da praia Guadalupe, a 200km ao norte da cidade de Veracruz. O ciclista foi socorrido por um pescador 5 horas depois que seu barco fosse virado por uma onda de 3 metros de altura.De acordo com o ciclisto, o mesmo foi surpreendido por um temporal com ventos norte de 60km por hora o que fez com que o mar ficasse bastante agitado e nao dando tempo para que o mesmo buscasse refugio na praia. Atualmente o ciclista encontrase na casa de um pescador em Nautla recuperandose de alguns cortes na coxa direita. No acidente Ze do Pedal perdeu alguns documentos, recortes de jornais, camara de video, relogio e outros objetos pessoal. Ze do pedal informou ainda que o acidente nao o fara desistir da viagem. "Foi apenas um acidente de percurso e nao deve modificar meus planos". Desde que comecou seu recorrido em terras mexicanas o ciclista vem enfrentando, pelo menos uma ou 2 vezezs por semana, fortes temporais com ventos de ate 80km por hora.As pessoas que quiserem entrar em contato com o ciclista podem escrever para: nyrio2004@yahoo.com : www.zedopedal.org, www.zedopedal.com, e o telefone no Mexico (00xx-52-8681290747)

PROJETO DA LIBERDADE AO CRISTO

* Os 15 paises que serao percorridos: Estados Unidos, Mexico, Belize, Guatemala, Honduras, Nicaragua, Costa Rica, Panama Colombia, Venezuela, Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil.

* Os Estados brasileiros que serem percorridos: Amapa Para Maranhao, Piaui, Ceara Rio Grande do Norte, Parana, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espirito Santo, Rio de Janeiro.

Quilometragem total: 23.000 Km


Comunicado recebido dia 4 de junho/2005

Zé do Pedal prepara para enfrentar sua segunda temporada de furacões.

Alvarado, Golfo do México

O ciclista, ambientalista e fotografo brasileiro José Geraldo de Souza Castro (47) “Zé do Pedal”, que está percorrendo 23.000 km da costa atlântica de 15 paises da América do Norte, Central e do Sul com previsão de chegada ao Brasil em junho de 2006, está em Alvarado, no estado mexicano de Vera Cruz, preparando para enfrentar sua segunda temporada de furacões. Na temporada passada o ciclista enfrentou a fúria de 4 furacões durante sua passagem pela Flórida onde mais de 25.000 casas foram destruídas e mais 50 mil foram danificadas.

De acordo com a Administração Nacional Atmosférica e Oceânica (siglas em inglês: NOAA) a previsão é que a atividade ciclônica será por "encima do normal" este ano e que se formarão entre 12 e 15 tempestades tropicais. Sendo que entre sete e nove podem se tornar furacões, e entre três e cinco se tornarão grandes furacões, com ventos excedendo 177 quilômetros por hora.

A temporada "oficial" de furacões começa no dia primeiro de junho e termina em 30 de novembro e a lista de nomes que serão usados esta temporada é a seguinte: Arlene, Bret, Cindy, Dennis, Emily, Franklin, Gert, Harvey, Irene, José, Katrina, Lee, María, Nate, Ophelia, Philippe, Rita, Stan, Tammy, Vince y Wilma. (Dentro deste cenário, as primeiras ameaças ciclônica deste ano que potencialmente podem transformasse em furacões, levarão os nomes de Arlene, Bret, o Cindy, de acordo a esta lista de 21 nomes de pessoas divulgada pelo NOAA).

Porém, antes que começasse "oficialmente" a temporada, o primeiro furacão já passou. Foi o "Adrián", que atingiu o sul do México, El Salvador e outros países da América Central. No transcurso do dia 20 de maio, o furacão "Adrián", quando se localizava em costas Mexicanas alcançou sua máxima intensidade com ventos máximos de 160 km/h, com rafagas de 195 km/h e pressão mínima de 975 hPa. Teve uma duração de 84 horas e percorreu uma distancia de 1.855km a uma velocidade promedia de 18 km/h, recebendo assim uma classificação de furacão de categoria 2 na escala de intensidade Saffir-Simpson.

O furacão "Adrián" deixou em seu caminho 2 mortos na Guatemala e um na Nicarágua, deixando mais de 23 mil evacuados por inundações e quedas de barrancos na América Central.

Zé do Pedal, que faz apenas um pouco mais de um mês naufragou perto da localidade de Guadalupe, no Golfo do México,  informou que adiantará ao máximo a viagem, porém, apenas chegue o primeiro furacão na área do Caribe, irá analisar a situação para ver se vale a pena seguir viagem durante o tempo que durar a temporada. "Nos Estados Unidos eu tinha uma boa estrutura de informação. A cada dia, pelo radio, eu sabia o que estava acontecendo e podia ir seguindo a viagem devagar. Mesmo assim, as dificuldades para conseguir um lugar seguro para mim e meu barco eram enormes. Aqui no México a informação é pouca e a dificuldade para conseguir abrigo em ultimo momento seria enorme, por isso estou estudando a possibilidade de parar a viagem por 1 mês mais ou menos assim que a situação começar a ficar fora de controle". Concluiu Zé do Pedal.

Um pouco sobre as categorias dos furacões:

No começo dos anos 70 o engenheiro Herber Saffir e o diretor do Centro Nacional de Furacões (de Los Estados Unidos), Robert Simpson desenvolveram uma escala na qual indicavam o potencial de um furacão e sua força destrutiva. Para a elaboração desta escala, levaram em conta: pressão mínima, vento e a ressaca causada pela tormenta.

A escala esta dividida em 5 categorias:

Cat. 1: ventos de 118 a 152 km/h. Pressão barométrica mínima igual ou superior a 980 milibares. No mar causa seqüência de ondas com altura de 1 a 1,5 m acima do normal. Cat.2 ventos de 153 a 178 km/h. Pressão barométrica mínima de 965 a 979 milibares.  Seqüência de ondas com altura de 1,8 a 2,4 m acima do normal.  Cat.3: ventos de 179 a 209 km/h. Pressão barométrica mínima de 945 a 964 milibares.  Seqüência! de ondas com altura de 2,8 a 3,7m acima do normal, inundando a área costeira podendo a  água avançar cerca de 12 km continente adentro. Cat. 4: ventos de 211 a 250 km/h. Pressão barométrica mínima de 920 a 944 milibares. Seqüência de ondas com altura de 4 a 5,5 m acima do normal. Na Categoria 5 os danos são catastróficos: ventos superiores a 250 km/h. Pressão barométrica mínima abaixo de 920 milibares. Suas conseqüências: Árvores grandes são arrancadas desde a raiz. Telhados de casas e edifícios são completamente danificados. Anúncios e letreiros são arrancados ou destruídos, além de serem levados pelo vento a longas distâncias provocando mais estragos pelo caminho. As paredes e os tetos de residências são completamente destruídos. Seqüência de ondas com altu! ra de 4 a 5,5 m acima do normal. Os terrenos que estão a 3 metros ou mais, acima do nível do mar, são inundados, e a água atinge cerca de 9,6 km continente adentro.  (fonte:http://www.venta.com.br/escala_saffir.htm).

Zé do Pedal conta com o apoio de Buddy Davenport, Prophish, (Estados Unidos) RB Records (México) e dos Clubes de Leões das cidades por onde passa.

As pessoas que queiram entrar em contato por e-mail podem escrever para: nacurvadovento@yahoo.com   A pagina do ciclista na internet e: www.zedopedal.org

PROJETO “DA LIBERDADE AO CRISTO” o telefone enquanto estiver no México é 00xx522291169154

* Os 15 países que serão percorridos: Estados Unidos, México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil.

* Os estados brasileiros que serão percorridos: Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro.

* Quilometragem total: 23.000 Km

· Duração: 2 anos e meio


Comunicado recebido dia 21 de junho de 2005

Boletim de imprensa   05/2005

Zé do Pedal enfrenta sua primeira Tormenta Tropical

Coatzacoalcos, Golfo do México

ciclista, ambientalista e fotografo brasileiro José Geraldo de Souza Castro (47) “Zé do Pedal”, que está percorrendo 23.000 km da costa atlântica de 15 paises da América do Norte, Central e do Sul com previsão de chegada ao Brasil em junho de 2006, chegou na noite de ontem na cidade portuária de Coatzacoalcos, no estado mexicano de Vera Cruz, depois de enfrentar a primeira Tormenta Tropical da temporada de furacões de 2005.

O ciclista informou que a Tormenta Tropical Arlene (a primeira de uma lista de 12 nomes divulgada pela Administração Nacional Atmosférica e Oceânica (siglas em inglês: NOOA) tocou terra na última quarta feira, 15 de junho, na localidade de Arrecifes, a uns 6km do farol localizado na comunidade de Perla del Golfo. “Foi horrível, eu estava a uns 1000 metros da costa, de repente o mar ficou agitado e quando olhei para o noroeste vi que o céu estava muito escuro. Resolvi dirigir-me para terra firme e quando ainda faltavam uns 300 metros para chegar a praia as ondas se levantaram a quase 4 metros de altura, logo veio um forte vento seguido de um aguaceiro. O vento tinha uma velocidade aproximada de uns 90kmh e as torrenciais chu! vas duraram praticamente até as 10am da sexta feira, 17, quando por fim pude continuar minha viagem. A tormenta Tropical esteve a ponto de transformasse em furacão em diversos momentos, quando seus ventos alcançaram mais de 97kmh.

De acordo com informes da imprensa mexicana e internacional, indicam que umas 11,300 casas e comércios na costa do Golfo ficaram sem energia elétrica. Na noite do sábado, logo de empapar a zona costeira do Golfo do México, os remanentes da tormenta Arlene, agora uma depressão tropical, continuavam movendo se em direção ao norte, com pouca força mas depositando torrenciais aguaceiros sobre os estados americ! anos de Alabama, Mississipi, Tennesse, e Indiana, onde ainda persiste um alerta de inundações. Em Cuba, a Tormenta Tropical Arlene obrigou a evacuação de 50 mil pessoas.

Ainda de acordo com a imprensa, a tormenta Tropical passou precisamente na mesma  direção da zona devastada o ano passado pelo furacão Ivan.
O remanente de Arlene entrou a terra sábado justo ao oeste da cidade de Pensacola, Florida, bem perto da área que foi devastada no dia 16 de setembro de 2004 pela fúria do Ivan, que entrou com ventos de 120mph (193km/h), causando dezenas de mortos e milh
ões de dólares em prejuízos.

A temporada "oficial" de furacões começou no dia primeiro de junho e termina em 30 de novembro e a lista de nomes que serão usados esta temporada é a seguinte: Arlene, Bret, Cindy, Dennis, Emily, Franklin, Gert, Harvey, Irene, José, Katrina, Lee, María, Nate, Ophelia, Philippe, Rita, Stan, Tammy, Vince y Wilma. (Dentro deste cenário, as primeiras ameaças ciclônica deste ano que potencialmente podem transformar-se em furacões, levarão os nomes de Arlene, Bret, o Cindy, de acordo a esta lista de 21 nomes de pessoas divulgada pelo NOAA).

De acordo com a Administração Nacional Atmosférica e Oceânica (siglas em inglês:

A NOOA prevê que este ano a atividade ciclônica será por "encima do normal" este e que se formarão entre 12 e 15 tempestades tropicais. Sendo que entre sete e nove podem se tornar furacões, e entre três e cinco se tornarão grandes furacões, com ventos excedendo 177 quilômetros por hora.

O ciclista comentou que pouco foi a informação que obteve antes do fenômeno, e que os pescadores  haviam comentado que estava por vir um “Norte” (cujo vento atinge mais de 90kmh), mas que não se preocupara pois o mesmo ia vir “suave”. “É para mim uma situação bem difícil o não contar com informações precisas. Possivelmente vou parar a viagem no próximo mês até que (a temporada de furacões) passe” pontualisou Zé.

Zé do Pedal conta com o apoio de Buddy Davenport (New Smyrna Beach, USA) Prophish, (www.prophish.com, Estados Unidos)  e dos Clubes de Leões das cidades por onde passa.

As pessoa que queiram entrar em contato por e-mail podem escrever para: nacurvadovento@yahoo.com  A pagina do ciclista na internet e: www.zedopedal.org

PROJETO “DA LIBERDADE AO CRISTO”

* Os 15 países que serão percorridos: Estados Unidos, México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil.

* Os Estados brasileiros que serão percorridos: Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro.

* Quilometragem total: 23.000 Km


Comunicado recebido dia 09.07.05

Zé do Pedal participará em feira de Aventura no Brasil

Alacrán, Tabasco, México

O ciclista e ambientalista brasileiro, José Geraldo de Souza Castro, Zé do Pedal, que está realizando uma viagem em um barco a pedal desde Nova York até o Rio de Janeiro informou nesta cidade que estará viajando ao Brasil para proferir uma palestra sobre sua viagem na Adventure Sports Fair (www.adventurefair.com.br) que será realizada no Parque de Exposições da Bienal no Ibirapuera, São Paulo, entre os dias 24 a 28 de agosto próximo. Durante a feira Zé do Pedal estará expondo 36 fotos mostrando o contraste da beleza das praias por onde vem passando e o lixo encontrado nas mesmas.

Zé do Pedal informou que foi convidado pelos organizadores desta que é maior feira de Aventura de América Latina, com uma visitação de mais de 80.000 pessoas e com mais de 280 expositores.

De acordo com o convite estendido por Mauro Brucoli, Relações Institucionais da Adventure Sports Fair, “durante a feira, gostaríamos de que você se disponha a proferir uma palestra no Adventure Congress, contando a historia da sua atual aventura desde seu inicio, e passando assim à platéia, uma mensagem onde a tenacidade de uma idéia na mente humana pode superar quaisquer obstáculos na sua frente”.

Ficamos também muito sensibilizados com suas fotografias tiradas ao longo da sua singular expedição, sobre todo as que apresentam a contraposição do lixo nas praias prístinas do seu percurso. Achamos que uma apresentação para o público desse material poderá contribuir e muito com a formação de consciência sobre a necessidade do cuidado do meio ambiente como uma atividade que necessita do compromisso de todos. Estamos cedendo porem um espaço para que você possa expor essas fotografias e onde também possa divulgar sua expedição para nossos visitantes”.

O ciclista aproveitará sua visita ao Brasil para tentar conseguir junto a empresários apoio para repor parte dos equipamentos que perdeu durante seu naufrago em Guadalupe e também visitar alguns Clubes Lions em algumas cidades.

Atualmente Zé do Pedal está analisando os movimentos do Furacão Denis, que se encontra no Caribe com um deslocamento de 30kmh em direção ao Golfo do México, antes de prosseguir viagem.

De acordo com o ciclista “as projeções da NOAA indicam que o furacao estará entrando no Golfo do México passando entre o Estado Mexicano de Quintana Roo (Cancun) e a Florida, posteriormente, ainda de acordo com as projeções da NOAA, estará se dirigindo para os Estados americanos de Florida, Geórgia, Alabama, Mississipi (estes dois últimos estados estariam no olho do furacão) e Louisiana”. A pesar de não estar na rota (do furacão), devo ter um pouco de cuidado para não ser pego de surpresa como a que tive com o furacão Arlene algumas semanas atrás e prefiro esperar tranqüilo até que passe tudo. Pontualizou Zé.

Quem desejar entrar em contato com o ciclista, seu e-mail é: nacurvadovento@yahoo.com a página na internet é: www.zedopedal.org

Durante a viagem, estão sendo percorridos 23 mil kilometros, aproximadamente, passando pelos seguintes paises e estados: EUA, México, Belize, Honduras,Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela,Guianas, Suriname,Guiana Francesa.

No Brasil. Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro


Da Liberdade ao Cristo:     Boletim de imprensa nº. 08/2005

 

Brasileiro está percorrendo o litoral atlântico, dos EUA ao Rio de Janeiro, para alertar sobre a preservação ambiental


Por José Paulo Martins
Jornalista - MG02333JP
jpaulo@ufv.br

autorizada publicação pelo autor

Foto: Diário de Yucatán: Zé do Pedal no Colégio Ameyali onde deu palestra para 180 crianças

 

 

Após pedalar quase 9 mil quilômetros, o ciclista, ambientalista e fotógrafo brasileiro Jose Geraldo de Souza Castro (47), conhecido como Zé do Pedal, encontra-se em Yucatán, no litoral leste mexicano, em uma das etapas de sua viagem de barco a pedal, iniciada em 22 de março do ano passado, em Nova York, com chegada prevista para junho de 2006, no Rio de Janeiro.
A viagem vem sendo feita em um pequeno barco,  "Liberdade", que  partiu de um píer junto à Estátua da Liberdade, em Nova York, com destino à Marina da Glória, aos pés do Cristo Redentor, no Rio. Serão percorridos os litorais de 15 países: Estados Unidos, México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil. No Brasil, ele passará pelo ! litoral dos estados: Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
O projeto, denominado "Da Liberdade ao Cristo", tem o objetivo de conscientizar as pessoas para a urgente necessidade de manter limpos os rios, lagos, oceanos e, principalmente, as nascentes. Caso continuemos a poluir e não cuidar nossas águas, o futuro da vida no planeta estará ameaçado, garante Zé do Pedal, que reside em Viçosa, na Zona da Mata mineira, onde trabalha como repórter fotográfico e estuda Letras, na UFV. Ele enfatiza que é prioridade número um, da vida de todo cidadão, fazer a própria parte: "só assim estaremos evitando guerras, acredite, por um simples copo... de água".

 

Lixo e entulhos no paraíso

 

Na etapa inicial da viagem, o brasileiro utilizou, principalmente, os rios e canais que compõem a "Intracoastal Waterway", passando por diversos estados norte-americanos. Como revela Zé do Pedal, o ambiente é formado por uma infinidade de ecossistemas, lugares paradisíacos, com extensas florestas e pântanos, abrigando ricas e variadas flora e fauna. No percurso, cidades e vilas históricas, como Anápolis, Charlestown, Beaufort, San Augustin (a primeira cidade dos EUA).
Toda essa beleza contrasta com a quantidade de lixo encontrado, às margens dos cursos d'água: aparelhos de televisão, geladeiras, sofás, aparelhos de ar condicionado, motores de barco, barcos inteiros, mangueiras, pneus, flechas, vasilhames de óleo, garrafas plásticas (das mais diversas cores e tamanhos), garrafas de vidro, e até balões de aniversario cheios… De acordo com seu r! elato, encontrou até um velho trailer (casa rodante). Porem, o que lhe causou mais espanto foi haver encontrado um corpo de mulher flutuando nas geladas águas do Rio Elke. Ele acionou a guarda costeira e se viu obrigado a quatro horas de formalidades, antes de seguir viagem. Posteriormente, um oficial lhe enviou e-mail informando que o corpo era de uma pessoa que se atirara da ponte existente na Rota 1, (sobre o canal Chesapeake e Delawere)".

 Palestras

 Uma das formas de Zé do Pedal levar sua mensagem às pessoas é a realização de palestras em escolas e clubes de serviço, especialmente o Lions Club, já que ele é membro do Lions Clube de Viçosa. Até agora, falou para mais de 1200 pessoas, sempre mostrando fotos de lixo feitas durante a viagem. "Isso ajuda a conscientizar um pouco mais as pessoas, e cria um impacto muito forte nas crianças, o que ajuda bastante o meu trabalho de criar nas crianças uma real consciência ecológica, para assim, termos no futuro um planeta mais limpo e em melhores condições do que agora".

 Furacões

 O "Liberdade" é do modelo "Glas Skipper", com flutuadores de fibra de vidro, tendo em seu interior uma armação de alumínio naval, recheado de esponja de poliuretana. Tem 4,50 de comprimento por 2,10 de largura, com peso total de 70 kg, suportando 286 kg de carga tendo também um teto de lona, como proteção contra intempéries. Foi construído especialmente para a viagem pela empresa Prophish (www.prophish.com), da cidade de Woods Cross (Utah), e,  na avaliação de Zé do Pedal, está respondendo bem, superando suas expectativas. Até agora as avarias mais sérias foram as quebras da hélice, quando o barco bateu em uma pedra, e algumas rachaduras no casco, provocados por golpes contra os cais onde ele atraca para dormir.
Além das constantes chuvas com trovoadas e relâmpagos, principalmente à noite, os furacões, freqüentes na região, têm sido o principal problema enfrentado por Zé do Pedal. Ele foi obrigado a fazer uma parada em New Smyrna Beach, para esperar passar uma tormenta que chegou a atrasar um lançamento no Kennedy Space Center. Na mesma ocasião, estava sendo formado o furacão Alex e ele permaneceu mais um tempo na cidade, até que cessasse o perigo. Nessa localidade, ele foi recepcionado pelo empresário Buddy Davenport, que ofereceu um jantar em comemoração e apoio para continuar a viagem.
Posteriormente, o ciclista teve que parar em Titusville, para esperar passar o furacão Charles, que matou quase uma centena de pessoas e deixou milhares de desabrigadas. Ele revela que o olho do furacão passou exatamente onde havia deixado o barco, causando alguns estragos em sua estrutura. Ainda na costa norte-americana, Zé do Pedal enfrentou os furacões Jeanne e Francis.

 Ventos

 Outro problema, que atrasa bastante a viagem, é o constante Vento Sul e a correnteza. "Com velocidade entre 20 e 30 km por hora, o vento sempre bate direto em minha cara, empurrando o barco de volta". Comentou Zé do Pedal.
A viagem sofre alguns atrasos, quando ele cruza grandes rios, como o Potomac e o Saint Jones. Nessas ocasiões, ele se vê obrigado a esperar a maré certa para cruzar, evitando ser arrastado para mar aberto.
No México o grande problema é o Vento Norte, que alcança até 90km/h. Esse vento já fez o barco virar quatro vezes. Na costa mexicana ele enfrentou a tormenta tropical Arlene. 

Receptividade

 pesar dos problemas com autoridades mexicanas de imigração, que lhe concederam apenas um visto para atravessar o país, o ciclista comentou que se encontra muito bem impressionado com a receptividade dos norte-americanos e mexicanos. "Em todas as vezes que tive oportunidade de visitar os Estados Unidos, eu nunca havia sentido tanto a generosidade e a amizade das pessoas. Hoje, quando passo no cais, as pessoas me cumprimentam, convidam para dormir, comer e algumas até rezam por mim, o que aumenta a minha felicidade".
"Estou tendo a oportunidade de ter um contato mais pessoal com eles, conhecendo mais de perto sua cultura e sua maneira de ser. Quanto ao mexicano, este é um povo alegre e carinhoso (com alma de brasileiro). México é um pais maravilhoso, porém, o mais bonito do México é seu povo".
O momento que mais o marcou, diz Zé do Pedal, ! foi quando ele recebeu de um funcionário da Marina Gratitude um remo de presente. "Ao dar minhas primeiras pedaladas, de repente me veio à memória o barranqueiro do Velho Chico, seu Colo, em um longínquo dia de marco de 2002. Nessa ocasião ele disse (com toda sua experiência de meio século de rio São Francisco): 'Leve este remo meu filho, você vai precisar muito dele'. Naquele momento, bateu uma saudade do velho barranqueiro. Saudades de suas historias e de seus causos. Lembrei quando vi seus olhos encherem de lagrimas quando falava com saudades de seu velho amigo: seu Velho Chico. Foi um momento muito especial".

Os próximos dias serão, ao que tudo indica, bem difíceis para Zé do Pedal, pois, até chegar a Cancun (no estado Mexicano de Quintana Rôo), o ciclista tem quase 150km de manguezais por adiante, em uma região bastante desabitada onde poderá encontrar inclusive com jacarés que habitam naquelas paragens, aparte das constantes chuvas, trovões e relâmpagos próprias da temporada. (o  mau tempo na região de Yucatán, fez com que o ciclista ficasse 15 dias em Progresso esperando passar as tempestades).

Enquanto esperava Zé do Pedal proferiu palestras em 3 escolas de Mérida e uma Universidade reunindo mais de 250 crianças e jovens.

O ciclista conta com o apoio de Clubes de Leões por onde passa.

As pessoas que queiram conhecer um pouco mais do projeto, podem acessar a pagina: www.zedopedal.org

O e-mail do ambientalista é: nacurvadovento@yahoo.com


            Zé do Pedal sofre quinto acidente e pode interromper a viagem

Dzilan de Bravo, Golfo do México

O ciclista, ambientalista e fotografo brasileiro José Geraldo de Souza Castro (48) "Zé do Pedal", que está percorrendo 23.000 km da costa atlântica de 15 paises da América do Norte, Central e do Sul com
previsão de chegada ao Brasil em junho de 2006, sofreu seu quinto acidente na viagem e pode interromper o projeto ate encontrar financiamento para um novo barco.
O ultimo acidente foi devido aos fortes ventos e a ondas de quase 2 metros de altura devido ao furacão Rita,  no Golfo do México.O acidente ocorreu no ultimo dia 22 de setembro, entre Dzilan de Bravo
e Rio Lagartos, em uma região de manguezal de difícil acesso o que o obrigou a retornar a Dzilan de Bravo.
Durante o acidente, os chassis do barco e a es! trutura externa ficaram completamente retorcidos (algumas partes quebradas) ficando (o barco) fora de nível o que vem dificultando sua navegabilidade.
"Antes estava fazendo uma media de 70km por dia. Agora, com o barco danificado, apenas estou conseguindo avançar uns 15km diários...Ta muito difícil fazer manobras e (o barco) sempre esta indo para a
direita". Esta entrando muita água nos flutuadores e a esponja de poliuretana no interior do barco esta toda encharcada de água. Possivelmente eu faça uma interrupção na viagem ate conseguir financiamento para comprar outro barco e equipamentos para continuar a viagem.Durante seu recorrido ate agora, Zé do pedal enfrentou quatro furações, duas tormentas tropical, e 25 Nortes (ventos nortes com ate 90kmh) dos quais, quatro Nortes e uma tormenta (derivado do Rita)
conseguiram virar o barco.

As pessoas que queiram entrar em contato por e-mail podem escrever
para: nacurvadovento@yahoo.com


Mensagem recebida dia 10 de outubro/2005
 
 

Zé do Pedal, ilhado no México

 

Tapachula ,10 de Outubro de 2005

.

Depois de haver interrompido, (devido ao furacão Rita) sua viagem em um barco a pedal de Nova York ao Rio de Janeiro, o ciclista e ambientalista brasileiro Jose Geraldo de Souza Castro, 48, encontra-se na cidade de Tapachula, na fronteira do México com o Guatemala, completamente ilhado depois que o furacão Stan arrasou o sul do México, Guatemala, Él Salvador e Honduras deixando milhares de mortos, desabrigados e grandiosas perdas econômicas nos paises afetados.

Apenas na Guatemala, de acordo com a Coordenadora Nacional para a Reducto de Desastres (CONRED) a cifra de mortos ultrapassa a 650, quase 100 feridos e quase 400 desaparecidos.

O ciclista informou que na região várias pontes foram destruídas depois que os principais rios da região transbordaram deixando atraz um rastro de destruição e morte.

Na cidade de Tapachula mais de 60.000 pessoas resultaram danificadas e milhares estão refugiadas em quase 100 albergues de emergência, onde a situação dos refugiados é critica. Faltam alimentos, colchões, leite para as crianças e medicinas.

Os primeiros casos de dengue hemorrágica já apareceram e as autoridades sanitárias temem uma epidemia. Para piorar a situação, o Hospital do Seguro também foi destruído pelas enchentes o que obrigou a paramédicos, enfermeiros e voluntários a trasladar os pacientes para albergues e clinicas da região.

A Cruz Vermelha, o Lions Clubes e outras associações civis trabalham diuturnamente para aliviar um pouco a carência dos albergados.

O presidente do México Vicente Fox, já esteve na cidade (a mais abatida) 2 vezes.

Depois de uma semana chovendo, pela primeira vez saiu o sol no ultimo sábado. Dia que as equipes de socorro aproveitaram para visitar outras localidades atingidas pelo que se presume que aumentara o numero de mortos no estado de Chiapas. Centenas de urubus circulam na região atraída pelo cheiro de animais, e possivelmente humanos, mortos.

A comunicação é precária e apenas hoje, 10 de outubro, houve acesso a Internet.

Enquanto espera as águas chegarem a seu nível normal, o ciclista ofereceu seu carro de apoio e seu equipamento de comunicação (rádios) a associações civis que estão trabalhando na região para servir como transporte de danificados e também esta prestando serviços voluntários.

O ciclista faz um apelo as pessoas que queiram solidarizar com o povo dos paises afetados que procurem os consulados e embaixadas destes paises para prestarem seu apoio.

Zé do Pedal deve permanecer pelo menos uns 20 dias em Tapachula ate que as estradas sejam reabertas e ele possa continuar sua viagem, agora em carro, ate o Brasil

As pessoas que queiram entrar em contato com o ciclista o e-mail é: nacurvadovento@yahoo.com.


Comunicado recebido dia 27 de outubro de 2005

Masaya – Nicarágua – por Zé do Pedal

Foto do satélite: NOAA

 

Depois de passar ilhado mais de 20 dias em Tapachula (México) devido aos estragos nas estradas causados pelo Furacão Stan, quando milhares de pessoas perderam suas vidas e bairros
inteiros desapareceram soterradas em baixo de toneladas de lodo que desceram
das montanhas devido aos seus embates na América Central, o ciclista e ambientalista brasileiro, José Geraldo de Souza Castro (Zé do Pedal) já se encontra na Nicarágua onde deve permanecer uns 3 dias ate que a Tormenta Tropical Beta passe pela Região.

Expertos do Centro Nacional de Furacoes (NOAA por suas siglas em inglês) localizado nos Estados Unidos estimam que a Tormenta Tropical Beta passe pela América Central nas próximas 48 horas como Furacao de categoria 2 e existe a possibilidade de bastantes chuvas e descargas elétricas.

“Vou esperar algumas horas aqui para ver como esta Tormenta Tropical reage para depois continuar a viagem ate Costa Rica...Não quero ter outra experiência como a de Tapachula”. Declarou o ciclista quem levou 14 horas dirigindo da fronteira do México ate a cidade de Guatemala (300km) devido a inúmeras caídas de barreiras.

Zé do Pedal declarou ainda que ficou muito feliz com a pronta resposta dos meios de comunicação que estão fazendo a cobertura de sua viagem cedendo espaço para informar sobre a situação no México e assim conseguir ajuda humanitária para os desabrigados. Agradeceu ainda aos diversos Lions Clubes (o ciclista é membro do Lions Clube de Viçosa), principalmente ao Lions Clube de Cidade Madero, no México, que, atendendo ao pedido do ciclista fez uma coleta de alimentos e 5000 litros de água potável. “A pronta resposta dos diversos Clubes foi muito importante para apaliar um pouco o sofrimento daquele povo...Apenas na sede do Lions Clube de Tapachula chegou a ter mais de 500 desabrigados! Finalizou o ciclista”.

O e-mail do ciclista é: nacurvadodovento@yahoo.com

 

 



Visualização dos anexos:

 
tormenta_tropical_beta[1]1.jpg

Boletim recebido dia  19.01.06

Fotografo brasileiro expõe no Equador

"quando sonhamos com o coração, nossas asas voam para os braços da felicidade" (Zé do Pedal)

O fotógrafo, ciclista e ambientalista brasileiro, José Geraldo de Souza Castro (Zé do Pedal), 48, está apresentando sua primeira exposição de fotos no Equador desde o dia 16 de janeiro no salão Lugano do Swisshotel (Quito).  A exposição esta sendo realizada durante o XXXV Foro Leonistico da América Latina e Caribe (FOLAC), organizado pelo Lions Clube do Equador e que conta com a presença de membros do clube de serviço de toda América Latina entre os dias 16 e 21 de Janeiro.

A exposição, denominada "É ESTE O PLANETA QUE QUEREMOS???", conta com vinte fotos de lixo e três de paisagens. De acordo com o ambientalista esta exposição busca mostrar a constante agressão que os seres humanos praticamos em contra da natureza. "Quero (com esta mostra) que as pessoas se sensibilizem um pouco mais com a natureza. Que repensemos nossas atitudes na hora de jogar lixo nas ruas ou uma "guimba" de cigarro acesa na beira das estradas, gerando com esta simples atitude irresponsável gra! ndes incêndios florestais. Que repensem suas atitudes na hora de desmatar nossas florestas, envenenar nossas águas com produtos químicos. Tudo isso que está passando (o ano passado foram mais de 20 furacoes ou tormentas tropicais na área do Atlântico) é um reflexo desta agressão desmedida contra a natureza. Cada dia que passa o efeito estufa (sendo este um dos motivos para o aumento de intensidade das tormentas tropicais) fica mais perigoso para o ser humano". A mostra conta com o patrocínio do Hotel Plaza Internacional ( www.hotelplazainternacional.com). de Quito.

A fotos foram feitas durante a viagem que o ambientalista estava realizando desde Nova York até o Rio de Janeiro em um barco a pedal (a viag! em, terminou no dia 21 de setembro, depois que o furacao Rita destruiu seu barco no qual percorreu, em um ano e meio de viagem, 10.000kms) com o objetivo de chamar a atenção sobre um dos problemas fundamentais da água no planeta: a poluição.De acordo com os coordenadores visuais da mostra, Alinne Gabrielle e José Alejandro de Souza Jaramillo, para esta exposição foram usados materiais de fácil reciclagem "por exemplo, em vez de usar molduras para as fotos, fizemos, com tela de linhagem, um painel gigante onde fixamos as fotos com alfinetes, criando um ambiente diferente nas fotos expostas e, com as próprias luz do salão, suaviza o ambiente".

Informou Alinne, que outro dos objetivos ao usar a tela de linhagem, foi sair do modelo tradicional das exposições.

"Fora a mostra "É ESTE O PLANETA QUE QUEREMOS???", também estou preparando, para o Equador, mais uma exposição: "Imagens da Alma", que contará com 25 fotos de paisagem, entardecer, amanhecer, luas e estrelas". Pontualisou Zé do Pedal. Informando ainda que esta exposição "busca mostrar o lado humano da fotografia revelando aquilo que o coração sente na hora de fotografar com a emoção escondida atrás da lente no momento de capturar o lado mágico da natureza.” Ainda não consegui um espaço para apresentar esta mostra aqui no Ecuador. Faz três semanas que entrei em contato com o Centro de Estudos Brasileiros para ver a possibilidade de expor ali esta mostra, mas ate hoje não obtive uma resposta.". Lamentou José. Recentemente em uma palestra para crianças em uma escola na cidade panamenha de Boquete o ambientalista, acompanhado por membros do Lions Clube (Zé do Pedal é membro do Lions Clube de Viçosa, Minas) daquela cidade, lembrou da alarmante situação da água no Planeta.” Cada ano morre mais de 9 milhões de pessoas por doenças relacionadas com a falta de água ou contaminada. O caso mais absurdo da alarmante situação do problema da água contaminada no mundo aconteceu em Caruaru, Brasil, em 1995 quando 68 pessoas morreram devido a água contaminada quando faziam diálises em... UMA CLÍNICA. Lamentavelmente todo mundo já esqueceu isso e nossas autoridades não tiveram, com este horrível episodio, a visão suficiente para elaborar, e levar adiante, um projeto de saneamento básico capaz de erradicar o problema". Pontualisou José Continuando sua conferencia o ambientalista lembrou que na África, principalmente no Norte, milhões de pessoas sofrem pela falta do liquido vital. "Em todo o mundo a fome mata anualmente 6 milhões de crianças e muitas destas mortes poderiam ser evitadas si elas tivessem o acesso a um...apenas um...copo diário de água.

Em paises com abundante água, como México e Brasil, ainda encontramos pessoas caminhando 10...20 quilômetros por um balde de água. Uns absurdos se levam em consideração que no mesmo lugar onde estas pessoas buscam água, ali mesmo ela está sendo desperdiçada em abundante quantidade por pessoas lavando carros ou passeios. Pa! ra completar o problema, no México, 95% das plantas de tratamento de águas servidas não funcionam ou estão absoltas. Um grande porcentagem de suas praias (incluindo alguns destinos turísticos como Acapulco, no oceano Pacifico, e Veracruz, no Atlântico) estão contaminadas com cloriformes fecais e metais pesados e não são aptas para banhos. No Panamá 95% das águas servidas vão "in natura" para os bueiros das ruas (que vão para os rios, lagos e oceanos). O pior: Uma grande maioria das autoridades cala esta realidade e, quando muito, desmentem mostrando números mirabolantes e fantasiosos que nem eles mesmos acreditam. Corroborando o exposto, o presidente do Conselho Mundial da Água, Loic Fauchon, em uma recente entrevista declarou que "se não criamos consciência da necessidade de cuidar a água, em 20 anos uma de cada duas casas no Orbe sofrerão "restrições hídricas".

O informe da Organização das Nações Unidas (ONU) vai um pouco mais das pessimistas previsões de Fauchon e as do ciclista, ao afirmar que "tão mal como a falta de água, pode ser seu uso inadequado. Milhões de pessoas morrem cada ano em conseqüência de doenças associadas a ma qualidade da água (tifo, dengue, malaria, cólera, infecções diarréicas, esquistossomose e outras) e a condições insatisfatórias de higiene e saneamento básico. Especialistas da ONU calculam que metade da populacho dos países em desenvolvimento sofre transtornos por causa da condição inadequada da água que utiliza. A poluição da água está associada a 33% das mortes em todo o planeta.

Zé do Pedal morou muito! s anos no Equador onde idealizou e criou a Fundação S.O.S Planeta Terra. Foi 2 vezes vice-campeão de motociclismo (depois de haver perdido em 1988, no tapetão, o campeonato por ser estrangeiro) na categoria 125cc nos anos 80. Antes de morar no país andino, o ambientalista fez uma viagem de volta ao mundo em bicicleta, cruzou o Japão e foi do Chui a Brasília em um velocípede de criança.

Quando chegar ao Brasil, a finais de fevereiro, Zé do Pedal estará realizando uma mostra itinerante de suas fotos. Os Lions Clubes, escolas, galerias de arte e centros culturais que desejam realizar exposições podem escrever ao e-mail: nacurvadovento@yahoo.com o telefone em Quito: (2) 2224274

 

 

 

Pagina do ciclista na Internet: www.zedopedal.net  Fotos de viagens estão disponíveis no site: www.photobucket.com/albums/c298/ZedoPedal/


 


Zé do Pedal de volta a casa
 
O fotógrafo, ciclista e ambientalista mineiro José Geraldo de Souza Castro, conhecido como Zé do Pedal, retorna a Viçosa exatamente dois anos após haver começado em um barco a pedal, na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos, a viagem denominada "Da Liberdade ao Cristo", cobrindo uma distancia aproximada de 23 mil quilômetros, bordejando 15 países das Américas do Norte, Central e do Sul, objetivando conscientizar as pessoas para a necessidade de manter limpos nossos rios - principalmente as nascentes - lagos e oceanos.
A viagem, iniciada em 22 de março de 2004, foi interrompida no dia 21 de setembro do ano passado após sua embarcação sofrer os embates do furacão Rita, quando se encontrava a apenas 120km de Cancun, na localidade de Dzilan de Bravo, Península de Yucatán.
Enquanto durou a viagem, Zé do Pedal, estudante do curso de Letras da UFV e membro do Lions Clube de Viçosa, realizou palestras e exposições de fotografias em escolas, universidades e clubes de serviços solicitando que as diferentes organizações sociais (governamentais, não-governamentais, políticas, culturais e econômicas), se juntem a essa causa de interesse internacional, mediante a qual se pretende alcançar profícuos resultados.
Zé do Pedal acredita que só através de um trabalho interdisciplinar, um maior número de pessoas serão sensibilizadas para os problemas fundamentais da água no planeta, com a divulgação de fotos e dados dos resultados da expedição.
No próximo dia 22, o ambientalista, junto a organizações ambientais, participará das comemorações do Dia Mundial das Águas. Durante este ano, Zé do Pedal realizará diversas exposições de fotos em todo o Brasil.
O ambientalista espera arrecadar, até o final do ano, RS 45 mil para reconstruir o barco e terminar seu projeto.
Quem quiser colaborar com 15 reais para o reinicio do projeto, pode adquirir um CD com as fotos de suas viagens.
Fale com o Zé do Pedal -   e-mail: nacurvadovento@gmail.com
ou pelo telefone (31) 9125-0383.
 
 
 
 

 

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